Fausto suspirou, sentindo-se impotente.
— Isabella...
— Já que você é tão bom em me proteger, por que não apareceu quando eu estava sendo violada?
Fausto a encarou em choque por um longo tempo. Isabella já havia perdido qualquer traço de razão. Mesmo percebendo, no fundo, o quão cruéis haviam sido suas palavras, ela estava exausta demais para pedir desculpas.
— Eu quero um cigarro.
No fim, Fausto cedeu e lhe entregou o maço. Assim que acendeu o cigarro, Isabella tragou profundamente e começou a tossir sem parar, engasgada com a fumaça. Fausto, com o coração apertado, deu leves tapinhas nas costas dela.
— Pare com isso.
Mas ela o empurrou para longe.
— Me deixe em paz. Eu quero ficar sozinha.
Fausto a observou em silêncio por alguns instantes antes de se afastar e sentar-se quieto em um canto. O som da campainha quebrou a tensão no ar, trazendo-os de volta à realidade. Fausto foi abrir a porta. Helena o fuzilou com um olhar cortante assim que entrou e, com uma força que parecia ter vindo do nada, caminhou a passos largos até Isabella.
A garota lançou um olhar de acusação para o irmão.
— Fausto! Foi você quem chamou a mãe aqui?!
A expressão de Fausto já havia retornado à sua habitual impassibilidade.
— Com algo tão grave acontecendo, eu não podia esconder isso da nossa mãe.
Isabella riu, amarga e decepcionada.
— Por que você...
Ela engoliu o resto das palavras. Não adiantava mais. Tudo o que ela queria era que o menor número possível de pessoas soubesse. Especialmente seus pais. Agora que sua mãe sabia, era questão de tempo até seu pai descobrir. Como ela conseguiria encarar a família Âncora depois disso?
Helena havia chegado bufando de ódio, mas ao ver o estado deplorável e frágil da filha, seu coração de mãe sangrou. Ela puxou Isabella para um abraço apertado.
— Isabella, meu amor, não tenha medo. A mamãe está aqui. Eu vou buscar justiça por você.
Fausto nem sequer piscou. Era como se a mão dela não tivesse acabado de marcar seu rosto.
— Sinto muito.
— Sente muito? — Helena apontou o dedo trêmulo para o rosto dele. — A sua irmã foi arruinada, e você acha que um "sinto muito" resolve o problema?
— O que a senhora sugere que eu faça, então? — perguntou ele, a voz inalterada.
Helena se calou. Fausto sabia que não era falta de resposta; ela apenas não queria dizer na frente de Isabella.
— Quem é o homem? — exigiu Helena.
Nenhum dos dois soube responder. Helena, achando que eles estavam acobertando o culpado, explodiu mais uma vez.
— Quem foi o desgraçado?! Eu quero ver quem teve a audácia de cuspir na cara da família Âncora! Ele assinou a própria sentença de morte! Quando eu descobrir quem foi, eu vou acabar com a vida dele!
A campainha tocou novamente, pegando Fausto de surpresa. Além dos três, ninguém mais sabia da existência daquele apartamento. Quem poderia ser a essa hora?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...