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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1146

Henrique Xavier brincava com o pequeno Bento na sala de estar. Assim que um dos funcionários avisou sobre a chegada das visitas, ele imediatamente ordenou que a babá levasse a criança para o berçário. Ele definitivamente não queria seu precioso neto perto do seu irmão incompetente. Vai que a inutilidade era contagiosa.

Assim que os dois entraram, Bernardo acertou um chute forte na panturrilha de Vitor. Pego de surpresa, Vitor caiu de joelhos no chão, com um estrondo abafado, contorcendo o rosto de dor.

Henrique, sentado majestosamente em sua cadeira de jacarandá, continuou degustando seu chá, sem qualquer pressa.

— A que se deve tamanha reverência?

Bernardo colocou as caixas de chá caro aos pés do irmão mais velho.

— Henrique, desta vez, você precisa nos ajudar. Salve o Vitor.

— Ele arrumou problema de novo? — perguntou Henrique, impassível.

— Sim... um pequeno problema.

Henrique soltou um riso anasalado.

— Duvido muito que seja pequeno.

Caso contrário, pai e filho não teriam aparecido de forma tão patética em sua porta. Bernardo engoliu o orgulho. Ele era esperto; decidiu omitir completamente a parte em que Vitor dera em cima de Naiara, pulando direto para a situação com Isabella Âncora. Ao terminar de ouvir, a expressão de Henrique permaneceu inalterada, como se tivesse escutado uma anedota boba.

— E daí que ele dormiu com ela? São dois adultos. Resolvam isso de forma civilizada.

Bernardo curvou as costas, tentando parecer humilde.

— Irmão, como acha que devemos resolver isso?

— Vão lá e façam o pedido de casamento — disse Henrique.

Bernardo deu um sorriso amarelo.

— Você só pode estar brincando. O Ricardo Âncora é o homem mais exigente e arrogante da cidade. Acha que ele olharia duas vezes para o Vitor?

Henrique lançou um olhar glacial para o rapaz ajoelhado.

— Pelo menos você tem autoconhecimento.

— Henrique, agora não é hora para sarcasmo. O mais importante é darmos um jeito de varrer isso para baixo do tapete.

Henrique ignorou o irmão e dirigiu-se diretamente a Vitor.

— Diga-me, Vitor. O que você quer fazer?

Vitor o encarou, estúpido.

— Eu... eu não sei.

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