Na memória de Isabella, Henrique sempre fora afável e paternal.
Mas, naquele instante, o olhar dele transmitia uma repulsa distante.
Em questão de poucos meses...
Tudo havia mudado drasticamente.
Tudo estava tão diferente do que costumava ser.
— Isabella... — Em respeito ao que já foram no passado, Henrique ofereceu um último aviso gentil.
— A família Âncora e a família Xavier chegaram a um ponto de ruptura completa. Seu pai nos odeia profundamente. É impossível que voltemos a ser o que éramos. Portanto, peço que você não volte mais a esta casa.
Ouvir aquilo foi um golpe devastador para Isabella.
Ela sentia-se como um vira-lata enxotado, sem ter para onde ir.
— Sr. Henrique...
Pela vida da mãe, Isabella engoliu o próprio orgulho e caiu de joelhos no chão.
— Em nome de todas as vezes que eu o chamei de tio durante toda a minha vida, eu imploro. Perdoe a minha mãe desta vez.
— Os dias dela já estão contados. Ela não vai viver por muito tempo. Eu não quero que ela sofra essa tortura nas suas últimas semanas de vida.
Henrique não esboçou reação alguma, limitando-se a redirecionar o foco do assunto.
— Pense bem, Isabella. Desde que a sua mãe foi presa, o seu pai fez alguma coisa por ela?
Isabella ficou atônita por vários segundos.
— O que o senhor quer dizer com isso?
Uma pontada de ansiedade cravou em seu peito.
Quando recebeu a notícia da prisão de Helena, Isabella não pensou duas vezes antes de correr de volta para casa à procura de Ricardo.
Mas a reação de Ricardo foi assustadoramente anormal.
Ele não demonstrou choque, tampouco qualquer pingo de compaixão. Estava tão calmo que parecia que nada havia acontecido.
A única coisa que ele disse foi:
— Não se envolva com isso. Eu cuidarei de tudo.
Mas Isabella estava consumida pela preocupação e pressionou para saber exatamente o que ele faria.
— Volte para casa. Volte e exija respostas do seu pai. Descubra o que ele tem escondido de você por todos esses anos.
Se Ricardo havia dito que não importava, com certeza havia segredos pesados ali.
Isabella sabia muito bem que, mesmo que o questionasse, Ricardo nunca diria a verdade.
Ao longo da sua vida, ela sempre achou que tivesse um vínculo excepcional com o pai, mas agora notava que sempre houve uma barreira invisível entre eles.
— Sr. Henrique, o que o meu pai escondeu de mim?
Em vez de responder, Henrique foi taxativo.
— Já que você veio até aqui hoje, quero deixar uma coisa absolutamente clara.
O semblante de Henrique assumiu uma aura autoritária e fria.
— Naiara já é minha nora. É parte da família Xavier, e eu a considero como uma filha.
— Mas imagine, num caso remoto... Se algo de fato tivesse acontecido entre você e o Afonso naquela noite, eu lhe garanto que o Afonso jamais se casaria com você. E, mesmo se ele quisesse, eu jamais permitiria que você cruzasse as portas desta casa.
— Porque, nesta vida, Naiara é a única nora que eu reconheço.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...