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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1196

Quando Gualter chegou e viu a cena, suas pernas simplesmente paralisaram.

Havia sangue por toda parte.

Naiara estava sentada na poça de sangue, o olhar vazio. E, em seus braços, descansava o corpo sem vida de Quitéria.

Os paramédicos já haviam feito a confirmação. Ela havia partido.

Gualter largou as muletas e caiu de joelhos no chão.

Ele não derramou uma única lágrima. Apenas puxou o corpo de Quitéria dos braços de Naiara, abraçando-a com força contra o peito. Com uma voz suave, ele começou a sussurrar no ouvido dela.

— Íamos nos casar amanhã... Por que você fez isso?

— Eu já tinha comprado as alianças escondido. Queria te fazer uma surpresa. Não sei se você ia gostar do modelo.

— Mas acho que ia. Você, sua boba, sempre aceitava tudo do meu jeito.

— Eu queria tirar fotos de casamento com você.

— Sei que você nunca ia me pedir nada, mas eu queria te dar algo. Se íamos casar, tínhamos que ter um álbum de noivos, pra você ficar bem linda.

— Ah, esqueci de te dizer uma coisa... Você estava maravilhosa hoje.

...

Naiara cobriu o peito com as mãos, sentindo o coração sendo fatiado. Ao tentar falar, as lágrimas despencaram sem controle.

— Ela pediu pra te dizer... que ela não era covarde. Que ela realmente conseguiu me proteger. E ela pediu...

Naiara engasgou em prantos. Levou muito tempo até conseguir formar as palavras de novo.

— Ela pediu pra te dizer... pra não ficar triste. Que no futuro... ia aparecer uma garota muito melhor para ficar do seu lado.

— Ela disse que... que não era pra você parar de procurar uma namorada por causa dela, senão ela ia ficar muito brava...

Gualter apertou o corpo imóvel contra si. Um som gutural escapou de sua garganta, um misto de riso quebrado e choro sufocado.

— Essa garota... continua sendo uma boba. Eu só estava brincando quando chamei ela de covarde.

— Ei, eu não vou mais brigar com você. Acorda, eu vou te levar pra casa.

— A Naiara deu pra gente o Residencial Perfume de presente de casamento. Você nem chegou a morar lá. Vou te levar pra lá.

Mas as pernas de Gualter não tinham forças. Ele tentava erguê-la, inutilmente.

José avançou com os olhos vermelhos e levantou o corpo de Quitéria nos braços.

— Nós vamos levá-la para casa juntos.

Pela primeira vez na vida, Naiara usou o peso do sobrenome Xavier para intimidar alguém.

Ao ouvir o nome da família, a dona arregalou os olhos:

— Meu Deus, você é a Sra. Naiara, esposa do herdeiro dos Xavier?

— Sim — respondeu Naiara, a voz gasta e áspera.

A dona da loja se empolgou.

— Não acredito que é a senhora! Meu marido é bombeiro, ele disse que...

— Desculpe — cortou Naiara, esgotada fisicamente e psicologicamente, incapaz de ouvir cerimônias. — Tenho muita urgência...

Percebendo a palidez e a exaustão no rosto da cliente, a mulher conteve a empolgação.

— Se a senhora precisa desse vestido, abrirei mão dele.

Naiara pagou e saiu.

Depois, foi a outras lojas. Comprou um lindo par de saltos para Quitéria. Escolheu um colar deslumbrante para combinar com o vestido. E, sabendo que Quitéria amava rosas brancas, comprou um buquê imenso.

Quando finalmente voltou para o carro com todas as sacolas, Naiara desabou num choro convulsivo.

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