— O Eduardo trabalhou comigo a vida inteira. Não tinha família, não tinha filhos. Eu até tinha comentado com ele outro dia que nós adotaríamos uma criança, criaríamos na Mansão Xavier e ela levaria o sobrenome dele.
— Quando a criança crescesse, eu transferiria uma parte das ações do Grupo para ela.
— Era a minha forma de retribuir por uma vida de lealdade.
— Eu nunca imaginei que...
Henrique parou bruscamente, mergulhando num silêncio demorado.
Quando voltou a falar, não restava nenhum traço de tristeza em seu rosto. Havia apenas uma frieza cortante e implacável.
— Naiara.
Ela sentou-se na beira da cama, respondendo com voz suave.
— Pai.
— Fiquei sabendo sobre o Afonso.
O coração de Naiara deu uma fisgada.
— Eu tenho certeza de que ele vai ficar bem.
Henrique a interrompeu: — Preste atenção no que vou dizer.
— Volte para a Mansão Xavier e vá direto ao meu escritório. Na última prateleira do terceiro armário, há um cofre.
— A senha é o aniversário do Afonso.
— Abra o cofre. Lá dentro tem um caderno. Quero que você o traga para mim.
Naiara não questionou.
— Certo. Vou buscar agora mesmo.
Henrique, com uma voz severa, ordenou ao guarda-costas ao lado da porta: — Você não vai desgrudar da senhora Xavier vinte e quatro horas por dia! A vida dela é a sua vida. Entendido?
O segurança assentiu vigorosamente.
— Sim, senhor!
Naiara já estava na porta quando Henrique a chamou de volta.
— Pai? Precisa de mais alguma coisa?
Henrique ficou em silêncio por alguns segundos, revelando uma angústia paterna no olhar.
— Naiara, a família Xavier falhou com você.
O peito de Naiara apertou.
— Pai, o que o senhor está dizendo? Sou eu quem falhou com vocês.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...