— Cada um dos advogados do departamento jurídico do Grupo Xavier faz parte da elite da elite do país. Recomendo que não testem a paciência deles.
Aquelas poucas palavras estabilizaram a multidão, que instantaneamente assumiu um tom bem mais respeitoso.
Um repórter levantou a mão: — Senhora Xavier, ouvimos boatos de que o presidente do conselho, o senhor Henrique, sofreu um acidente de carro e está hospitalizado, e que perderam o contato com o presidente Afonso em Porto das Estrelas. Isso é verdade?
Naiara sorriu levemente.
— De quem você ouviu isso?
O jornalista gaguejou: — Bem... para ser honesto com a senhora, não sei dizer exatamente quem começou, mas isso está circulando muito forte nos nossos grupos jornalísticos.
Era evidente que alguém estava se esforçando ao máximo para semear pânico e caos, espalhando essas informações a todo vapor.
— O patriarca da família, que é meu amado sogro, realmente sofreu um acidente de trânsito há dois dias, isso eu confirmo. Mas felizmente foi apenas uma fratura leve e, graças a Deus, ele está muito bem.
Naiara continuou calmamente: — E, em relação ao meu marido, o Afonso... de fato, já faz dois dias que não nos comunicamos, mas...
— A verdadeira razão pela qual não nos falamos não tem nada a ver com acidentes, ao contrário do que os boatos dizem. É apenas... um flerte entre marido e mulher.
O repórter piscou. — Flerte?
— Sim. Antes de ele viajar, eu brinquei que, se ele conseguisse se segurar e não me ligasse até o dia de voltar para casa, eu daria a ele um prêmio enorme.
O repórter, agora muito interessado: — Que tipo de prêmio?
Naiara: — O prêmio seria ter mais um filho.
Alguns jornalistas deram risada com a confissão inusitada.
— Senhora Xavier, vocês estão planejando um segundo filho?
Naiara exibiu um sorriso cheio de ternura.
— Sim, eu sempre quis ter um segundo bebê.
— E isso seria uma exigência do senhor Henrique? Já que a família Xavier tem um número tão pequeno de herdeiros...
— Não, não mesmo. Meu sogro é como se fosse o meu próprio pai. Ele me trata como uma verdadeira filha e jamais me forçaria a fazer nada que eu não quisesse. Ter outro filho é um desejo exclusivamente meu, não há nenhum tipo de pressão da família.
Naiara sorriu com o charme de quem domina a sala: — Afinal, a genética minha e do meu marido é muito boa, não é? Seria um desperdício ter só um.
— E a senhora gostaria de ter uma menina ou mais um menino?


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...