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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1299

Na mente de Naiara, desenhou-se quase perfeitamente a imagem do seu irmão ainda menino, correndo de um lado para o outro fazendo algazarra. Mas, por mais travesso que fosse, Cássio certamente devia ser daquelas crianças irresistíveis aos olhos dos mais velhos. A excelente genética corria em suas veias.

Cássio retirou o pesado bracelete de Jade Imperial da caixa e encostou-o no pulso pálido da irmã para comparar.

— Vai ficar perfeito em você.

Assustada, Naiara recolheu a mão para trás das costas como se tivesse tocado em fogo.

— Irmão, pare de brincadeiras.

Cássio suspirou, voltando-se para a mãe.

— Mãe, pode esquecer. Ela não vai querer de jeito nenhum.

A expressão de Heloísa murchou, e uma ponta de tristeza assomou em seu rosto. Naiara abriu a boca para argumentar, mas as palavras simplesmente não formavam uma defesa plausível.

Cássio tomou a palavra:

— Você não carrega o sangue da família Silveira. Não tem ligação biológica com a minha mãe. Na sua cabeça, aceitar relíquias tão caras é errado, e o destino natural delas é acabar nas minhas mãos. Estou correto?

Não havia como negar a sagacidade clínica de seu irmão. Naiara acenou levemente com a cabeça.

— Essas joias são do seu sangue...

— E você sabe o verdadeiro motivo pelo qual a nossa mãe quer dar isso a você? — indagou Cássio.

— Eu sei. É porque ela me acolheu como se eu fosse sangue do sangue dela. Ela me vê como família.

— Se você entende isso perfeitamente, por que continua recusando? — a voz de Cássio desceu a um tom profundo e persuasivo. — A mãe não está fazendo sala, nem jogando para a plateia. Isso é pura sinceridade. É um presente do fundo do coração dela para o seu casamento. Você não está cometendo um crime recusando, mas precisa entender o quão doloroso isso é para ela.

Ele fez uma pausa antes de continuar o golpe de misericórdia emocional:

— Ao rejeitar algo com esse significado, ela sente que você nunca a aceitou como parte da sua família. Que, no fim das contas, a vê como uma mera madrasta, uma intrusa. Sentirá que sempre existirá uma barreira invisível de sangue separando vocês duas.

Naiara empalideceu e protestou imediatamente:

— Mas isso é mentira! Eu não penso assim, eu juro que não!

— Eu só achei que não tinha o direito de tomar algo tão importante da sua família biológica. Irmão...

— E o que define ter direito? — cortou Cássio. — Se a filha da minha mãe, a irmã do médico Cássio, não tem direito a isso, então quem teria? Hein?

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