Bianca deu um passo para o lado, abrindo espaço para que Gualter pudesse descarregar toda a sua fúria.
Ela sabia perfeitamente que aquele homem estava vingando a falecida esposa.
A mulher que ele amava havia sofrido injustiças e dores indescritíveis nas mãos daquela família desprezível e sem coração. E aquilo o destruía por dentro.
Neste momento, a única forma de aliviar a agonia que corroía sua alma era permitir que ele extravasasse.
Ele estava em silêncio há tanto tempo. Parecia ter superado, mas, na realidade, a ferida ainda sangrava.
Aquele homem à frente não era o poderoso CEO da Nuvem Pioneira.
Era apenas um homem comum. Um marido em luto, exigindo a justiça que sua esposa sempre mereceu.
O homem implorava por piedade a cada soco que levava.
A mulher observava o marido apanhar sem esboçar qualquer reação para ajudá-lo. Afinal, quem mandou aquele desgraçado bater tão forte nela minutos atrás?
Mas quando a mão impiedosa de Gualter apertou o pescoço do jovem garoto, o desespero finalmente atingiu a mulher.
Ela avançou, esmurrando descontroladamente o braço de Gualter.
— Solta o meu filho! Eu juro, se você encostar num fio de cabelo dele, eu te mato!
Bianca perdeu a paciência, deu um passo à frente e arrancou a mulher de perto de Gualter.
A mulher, imobilizada por Bianca, só pôde assistir, paralisada de terror e caída no chão, enquanto o rosto de seu precioso filho começava a ficar roxo pela falta de ar.
O olhar de Gualter era como o de um anjo da morte emergido do inferno, pronto para ceifar a vida do rapaz no segundo seguinte.
— Por que vocês nunca perguntaram onde a irmã de vocês está enterrada? — rosnou ele, a voz carregada de veneno.
— Por que nunca se importaram em saber se ela estava bem todos esses anos?
— A única coisa que sabiam fazer era estender a mão e exigir dinheiro. Não é?
— Que tal eu esperar vocês morrerem para mandar dinheiro queimado no além? Vai servir?
Nas mãos de Gualter, o garoto não conseguia soltar um som, suas pernas tremendo descontroladamente.
Foi então que Naiara se levantou. Ela caminhou lentamente e, com delicadeza, pousou a mão sobre o braço livre de Gualter.
— Chega.
Foi uma única palavra, simples e firme, mas o suficiente para trazer a razão de volta ao homem cegado pelo ódio.
Gualter afrouxou o aperto, soltou o garoto e caminhou até a sua mesa. Abriu uma gaveta.
Ao se virar novamente, trazia um maço de notas de dinheiro.
— Aqui tem cinquenta mil. Peguem isso e desapareçam da minha frente agora mesmo!
Ele atirou o dinheiro diretamente no rosto do irmão de Quitéria.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...