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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1335

— O único 'mal' seria você não estar bem. O resto não importa.

Naiara deu uma risadinha suave.

— Por que você chorou no altar?

Afonso respondeu em um tom contemplativo:

— Sabe a cena de você caminhando em minha direção, vestida de noiva? Ela já tinha aparecido nos meus sonhos.

Naiara olhou para ele, surpresa.

— Sério?

— Sim, sério. E não foi só uma vez.

Afonso arqueou levemente as sobrancelhas.

— Acho que é o que chamam de ver um sonho se tornando realidade. A emoção foi tanta que eu simplesmente perdi o controle.

Ele abaixou o rosto e perguntou baixinho:

— Fiquei muito feio chorando?

Naiara entrelaçou os dedos nos dele.

— Ficou muito charmoso.

--

Conforme os convidados iam partindo, o imenso salão de banquetes finalmente mergulhou no silêncio.

Quando Naiara e Afonso saíram, a maioria já havia capotado pelo salão.

Até Henrique Xavier, que raramente bebia, estava bêbado. Ele se agarrava aos ombros de Magnus e Leonardo, ambos igualmente alcoolizados, enquanto discutiam sabe-se lá o que sobre Naiara.

Cícero estava apagado no sofá, em silêncio absoluto.

Fábio Marques, com o rosto vermelho, jogava pedra, papel e tesoura com Yara, que também estava completamente embriagada. Os dois pareciam duas crianças ingênuas. Não era à toa que haviam acabado juntos.

Pedro estava deitado de bruços sobre uma mesa, murmurando repetidamente uma única palavra:

— Desculpa.

Aquele pedido de perdão estava enterrado no fundo do seu coração há anos.

José e Breno também haviam passado do ponto. José abraçava Breno, chorando e rindo ao mesmo tempo.

— Seu idiota, daquela vez eu achei que você tinha morrido! Tive pesadelos por noites seguidas, torcendo para você aparecer neles para me dar um sinal.

— E vou logo avisando, você não pode morrer, tá me ouvindo?! Se você morrer, sobra só eu para proteger o patrão, e se eu falhar, a culpa vai ser minha também...

Breno balbuciou, enrolando a língua:

— Eu não vou morrer... Eu ainda tenho que proteger a patroa.

— Ela é a *minha* patroa! — rebateu José.

— É a *minha*! — insistiu Breno.

— A patroa arriscou a vida para me salvar! Então ela é a *minha* patroa!

— Eu trabalho com a patroa há muito mais tempo que você, então ela é *minha*!

...

A discussão dos dois fervia no salão.

Zuleica também não escapou. Abraçada a um urso de pelúcia que pegara do palco, ela sorria de forma boba.

— Naiara... você tem que ser muito, muito feliz, tá? Se você não for feliz, eu vou ficar muito triste...

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