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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1357

Por isso, Bento já estava aprendendo artes marciais com um mestre, e ter alguns pequenos machucados no corpo era algo corriqueiro.

A casa sempre mantinha pomadas e remédios para contusões prontos para qualquer emergência.

Alguém que treinava artes marciais e não derramava uma lágrima ao se machucar, hoje estava ali choramingando.

Isso era no mínimo curioso.

Afonso chegou na hora do jantar.

Originalmente, ele tinha um jantar de negócios hoje, mas após ouvir o relato de Breno, cancelou o compromisso.

Ao ver o pai chegar, a última fagulha de esperança no coração de Bento se apagou de vez.

Ele não podia pedir ajuda ao pai de jeito nenhum.

Porque a pessoa que ele ofendeu era a esposa dele.

Afonso nem sequer olhou para o filho e foi direto para o quarto.

Sua esposa estava sentada silenciosamente perto da janela, parecendo sobrecarregada de preocupações, e ainda havia vestígios de lágrimas em seus olhos.

Afonso tirou o paletó, puxou-a para seus braços e a confortou suavemente.

— Aquele moleque realmente está precisando levar umas boas palmadas. Deixa comigo, eu dou um jeito nele.

Naiara apoiou-se no peito dele e sussurrou:

— Como ele pode dizer que eu não o amo?

Afonso beijou a bochecha dela.

— Ele vai descobrir muito em breve o quanto eu o amo.

Quem ama cuida, mas também corrige.

Então ele ia fazer aquele garoto sentir isso na pele.

— O que mais me magoou não foi isso. Foi ver ele derrubar no chão a caixa de doces que o Breno comprou. O Breno é mais velho, é quase um tio para ele! Amor, será que nós o mimamos demais?

— Não — respondeu Afonso com voz suave. — Nós não o mimamos demais. Ele só tem as próprias ideias e a própria personalidade. É normal que às vezes isso entre em conflito com o que nós, adultos, pensamos. Ele vai perceber que errou.

Na verdade, era bem provável que ele já soubesse que errou.

Só tinha um gênio muito forte e não queria dar o braço a torcer.

— Meu amor, estou com um pouco de fome.

Na verdade, ele não estava com fome.

Só estava preocupado que ela ficasse tão triste a ponto de não jantar.

— Você me faz companhia no jantar?

Naiara suspirou.

— Tudo bem.

Os dois saíram do quarto de mãos dadas.

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