Beatriz procurou uma cadeira um pouco mais distante dele e se sentou.
— Foi, sim, muito gratificante. Este lugar me fez encontrar o verdadeiro sentido de estar viva.
Ele percebeu o distanciamento intencional dela e franziu levemente a testa.
— E qual é esse verdadeiro sentido?
— Fazer o que estiver ao meu alcance para ajudar aqueles que realmente precisam. Levar um raio de luz para as crianças que estão tateando no escuro. E, ao mesmo tempo, aprender a ser forte, otimista e corajosa. Aprendi que não importa o que aconteça, eu devo enfrentar os problemas de cabeça erguida e nunca recuar diante das dificuldades.
— Eu antes era muito dependente do meu irmão. Também adorava viver rodeada pelos bajuladores e por palavras doces.
— Agora eu entendi. A gente tem que crescer, tem que aprender a se virar sozinha. E aquelas palavras doces não passavam de armadilhas. Eles não estavam me elogiando de verdade, só estavam me colocando lá no alto para, depois, me jogar no chão com força.
— Se um dia eu realmente caísse, a risada deles seria a mais alta de todas.
— Nesses últimos dois anos, pensei em desistir inúmeras vezes. Mas toda vez que a vontade de voltar atrás aparecia, eu tentava me encorajar, ou então ligava para a minha cunhada.
— Ela me deu muita força e autoconfiança.
— Ela me dizia que eu era filha da família Xavier, e que os filhos da família Xavier nunca se dão por vencidos. Que, mesmo cansada e machucada, eu deveria me levantar em silêncio e continuar caminhando.
— Ela também sempre me mandava pacotes com livros, comida, roupas... Mandava um monte de coisas.
Beatriz ergueu as sobrancelhas e sorriu.
— Mas eu acabei distribuindo tudo para o pessoal daqui. Eles precisavam muito mais do que eu.
— Ah, lembrei! O meu irmão e a cunhada também prometeram doar vinte milhões para cá, hehe. Na verdade, eu só tinha pedido...
— Beatriz.
Pedro cortou a fala dela de repente.
Beatriz olhou fixamente para ele.
— O que foi?
Pedro se levantou e, mancando, foi até ela.
Ela pareceu estranhar a aproximação repentina.
— Aconteceu... alguma coisa?
Ele sentou-se ao lado dela.
— Todas aquelas fotos que você me mandou... eu recebi todas.
Beatriz se afastou sutilmente.
Eles estavam perto demais.
Seu sorriso vacilou um pouco.
— Não vou mais mandar nada no futuro.
— Por quê?
Ela apoiou as mãos ao lado do corpo e abaixou a cabeça.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...