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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 701

Bater em retirada era a melhor opção.

Assim que ela deu o primeiro passo, uma força repentina a atingiu pelas costas. Naiara Jasmim não conseguiu se equilibrar e quase caiu de cara no chão.

A mulher parecia magra, mas tinha uma força considerável.

Naiara suou frio de susto.

Felizmente, alguém a segurou no último segundo.

Mãos firmes passaram por debaixo de seus braços, estabilizando-a com segurança.

Após recuperar o equilíbrio, Naiara disse um "Obrigada", mas seu olhar travou no rosto do homem.

Um rosto completamente desconhecido.

Era um rosto de traços refinados. Os olhos eram de uma beleza impressionante, porém excessivamente afiados e penetrantes. A linha da mandíbula parecia esculpida a faca, e o cabelo raspado destacava ainda mais seus traços marcantes. Era bonito de forma rústica, mas não parecia alguém de fácil aproximação.

Os olhos profundos do homem fixaram-se no rosto de Naiara por vários segundos antes que a voz grave e magnética soasse.

— Se machucou?

Naiara deu um sorriso contido.

— Estou bem, obrigada.

O homem ergueu a mão e moveu os dedos levemente. Outro homem, que estava um pouco mais afastado, correu até ele na mesma hora.

— Senhor.

O homem apontou para a mulher que havia empurrado Naiara.

— Traga-a aqui.

— Sim, senhor!

Rapidamente, a mulher foi trazida de volta, parecendo patética enquanto era segurada com força.

Os olhos afiados do homem fixaram-se no rosto dela.

— Peça desculpas.

A mulher percebeu imediatamente que havia irritado alguém poderoso. Seguindo a premissa de que os sábios sabem a hora de recuar, murmurou a contragosto:

— Desculpe.

O homem fez outro gesto com os dedos.

O subordinado soltou a mulher, que saiu correndo na mesma hora.

Naiara observou a cena, chocada.

Todo aquele espetáculo apenas para um pedido de desculpas pareceu um pouco exagerado.

O homem apenas disse um "Nos vemos por aí" e também foi embora.

Naiara ficou parada, atônita, sem entender.

Como assim "nos vemos por aí"?

— Prometi que, no primeiro dia de aula, eu mesmo a levaria.

— Eu explico a situação para ela.

— Explicar o quê?

— Direi que você está muito ocupado, assim não precisará ir.

— E por que eu não iria? — Afonso deu um passo à frente, diminuindo a distância entre os dois. Aquela distância toda o deixava desconfortável.

— Eu... — Sentindo a aura quase predatória dele, o coração de Naiara errou as batidas. — Achei que seria inconveniente para você.

O homem fez uma pausa de alguns segundos.

— Não será. Afinal de contas, agora eu sou o seu cunhado.

Naiara engasgou com as próprias palavras.

Percebendo que era uma provocação deliberada, ela inclinou a cabeça e sorriu de canto.

— Ah, é verdade. Quase me esqueci de que acabei de ganhar uma irmãzinha. Então, o Sr. Afonso vai seguir a Isabella e me chamar de irmã mais velha também?

— Você... — Afonso franziu a testa, querendo se irritar, mas sendo totalmente incapaz de fazê-lo. No fim, soltou um riso de rendição. — Você venceu. Língua afiada.

Naiara deu um leve bufo de triunfo.

— Foi você quem começou.

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