Isadora devolveu o laudo para ela.
— Que bom. Essa criança, seja menino ou menina, com certeza vai ser muito bonita. Afinal, é filho seu com o...
Ela parou no meio da frase.
— Não estou sendo irônica com você...
Naiara suspirou.
— Isso não combina nada com você.
Isadora rebateu:
— Não combina? Eu ainda sou a mesma pessoa.
— Você fisicamente é a mesma, mas não é a Isadora que eu conhecia.
— E como era a Isadora que você conhecia?
— Otimista, alegre, direta, generosa, leal aos amigos e com um forte senso de justiça.
O sorriso de Isadora não alcançou seus olhos.
— Eu era tão boa assim como você diz?
Naiara respondeu:
— Ainda melhor do que eu estou dizendo.
As sobrancelhas de Isadora tremeram levemente, e uma onda de amargura invadiu seu peito.
— Eu te decepcionei muito, não é?
Naiara ficou em silêncio por um momento.
— Isso não importa mais.
O coração de Isadora afundou.
Sim, não importava mais. A relação delas agora era, no máximo, um pouco melhor do que a de duas completas estranhas.
— Eu vim aqui porque... — Ela apertou os dedos cruzados com força, como se tentasse buscar coragem para continuar. — Eu quero abortar esta criança.
Naiara não demonstrou surpresa ao ouvir aquilo, apenas sentiu pena.
A grandiosidade e as dificuldades que envolvem a geração de uma nova vida eram coisas que ela mesma estava vivendo. Ninguém entendia isso melhor do que ela.
No entanto, Naiara já suspeitava que Isadora faria algo assim.
Porque a Isadora de agora só se importava com as próprias emoções.
Isadora lançou um olhar para ela.
— Chegamos ao ponto em que não temos mais nada a dizer uma à outra?
Naiara virou o rosto e a encarou de forma fixa.
— E o que eu deveria dizer? Se eu te contar a verdade, você não acredita. Se eu for sincera, você não quer ouvir. O que sobrou para eu te dizer?
Quando a mente está exausta, o silêncio é a melhor resposta.
Falar demais só traria mais aborrecimentos.
Naiara suspirou suavemente:
— No começo, eu também não estava.
Quando engravidou, achou que o filho fosse de Carlos e quase tomou a decisão de abortar.
Foi só após descobrir que não era dele que sentiu, de repente, uma curiosidade e animação em relação àquela nova vidinha que surgiu por acaso, além de uma expectativa emocionante em se tornar mãe.
— Já que aconteceu, a melhor saída é se adaptar. Aceitar não é tão difícil assim. Só depende da sua vontade de querer aceitar ou não.
— Mas eu não quero aceitar — Isadora disparou imediatamente.
Naiara rebateu:
— Porque você não ama o Fábio?
— Sim!
— Mas vocês já estão casados. E o Fábio tem se esforçado muito para ser um bom marido, ou até mesmo um bom pai. Você devia dar uma chance a ele.
— Eu não preciso de um sentimento forçado.
— E como você sabe que é forçado? Talvez ele faça isso de boa vontade.
— Eu conheço bem o temperamento do Fábio.
Naiara abriu a boca, mas sentiu um esgotamento imenso.
O quanto Isadora realmente conhecia o verdadeiro Fábio Marques?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...