Entrar Via

Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 735

Ronaldo estava completamente inconformado.

— Mesmo que ele tenha tanto poder em Porto das Estrelas, e daí?! Aqui é Rio Belo, é o seu território, Sr. Carlos! Por que ele acha que pode ser tão arrogante?!

Carlos derramou um pouco do chá sobre os brotos recém-nascidos de uma árvore-do-dinheiro no canto da sala. Seus olhos exibiam uma mistura de frieza calculista e pura lucidez.

— Em tão pouco tempo, ele comprou a Integra Logística, arrematou as terras da zona sul sem dificuldade e, com um estalar de dedos, mandou fechar o hospital de cirurgia plástica da nossa família. Até o maior hotel da cidade, o Pavilhão Imperial, pertence a ele...

— Sem falar no que ainda não sabemos... Você acha mesmo que alguém assim não tem o direito de ser arrogante?

Ronaldo bufou.

— Eu só não suporto o jeito como ele não dá a mínima para o senhor. Vai aceitar ficar por baixo assim?

A expressão de Carlos já havia voltado ao normal, como se a humilhação de minutos atrás nunca tivesse ocorrido.

— Minha intenção nunca foi competir com ele nos negócios. Meu foco, agora, não está nisso...

O que ele queria era ela.

Do lado de fora, José não conseguiu se conter e caiu na gargalhada.

— Chefe, o senhor foi incrível lá dentro. A cara daquele Carlos ficou verde de raiva.

No entanto, a expressão de Afonso foi escurecendo gradualmente.

Ao notar a mudança, o sorriso de José murchou.

— Chefe... está pensando no aniversário do Sr. Henrique?

José soltou um longo suspiro.

— Eu sei que o Sr. Henrique quer oficializar o casamento com a Srta. Isabella o mais rápido possível, mas...

José não teve coragem de concluir a frase. Era um beco sem saída. Um nó górdio impossível de desatar em silêncio e arriscado demais para cortar à força.

O homem permaneceu em silêncio no banco de trás por um longo tempo.

— José, para a Mansão Xavier.

Uma hora depois.

O carro parou em frente à imponente residência da família Xavier. José estava visivelmente ansioso.

— Chefe, o que viemos fazer aqui?

Afonso abriu os olhos lentamente e levou a mão à maçaneta para descer.

— Fique no carro. Não precisa entrar.

O aviso só deixou o assistente mais em pânico.

— Chefe! O que o senhor vai fazer? Não vai me dizer que vai colocar as cartas na mesa com o Sr. Henrique?!

Eduardo ajudou Afonso a tirar o sobretudo e o guardou.

— Jovem mestre, a Srta. Isabella preparou uma sobremesa especial. Vou servir uma tigela para o senhor.

A expressão de Afonso continuou inabalável.

— Tio Eduardo, não se incomode. Já comi.

— Certo, então...

— Foi a Isabella quem preparou. Você deveria pelo menos provar — interrompeu Henrique Xavier, com autoridade.

— Eu não gosto de doces — retrucou Afonso.

As sobrancelhas de Henrique se uniram em evidente descontentamento.

Eduardo, que era perspicaz e tinha muito carinho por Afonso, apressou-se em intervir.

— Olhe só para mim, a idade está me deixando esquecido! Como fui esquecer que o jovem mestre não é chegado em doces? Vou preparar um bule de chá para o senhor.

Isabella abriu um sorriso doce.

— Tio Henrique, se o Afonso não gosta, não vamos forçá-lo. Afinal, eu não fiz a sobremesa para ele, fiz especialmente para o senhor. Se ele come ou não, não faz a menor diferença.

Sua voz melodiosa e dócil era o suficiente para acalmar qualquer um.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê