— Por que eu? — retrucou Gualter, pegando o copo de leite que Felícia havia lhe entregado e virando de uma vez como se fosse água. — Isso você vai ter que perguntar para o King.
Naiara ficou ainda mais confusa.
— O que ele tem a ver com isso?
— Foi ele quem me ligou ontem à noite mandando eu voltar o mais rápido possível.
Naiara paralisou.
— Ele...
— Ele estava preocupado com você — completou Gualter.
Naiara mordeu o lábio, sem saber o que dizer.
Gualter limpou a boca. — Posso ser sincero com você?
Naiara não respondeu.
Aquele idiota nunca precisava da permissão dela.
Porque não importava o que ela dissesse, ele falaria a verdade de qualquer jeito.
— Ele ficou muito preocupado, mas sabia que você não queria que ele se aproximasse. Então me fez voltar correndo para te fazer companhia. Fui claro o suficiente?
Vendo que Naiara não respondia, ele se virou para Natália.
— Natália, você entendeu?
A garotinha acenou positivamente com a cabeça.
— Entendi. É porque o tio já tem noiva e não pode mais ficar com a tia, mas como ele fica preocupado com ela, mandou você voltar para cuidar dela.
Gualter levantou o polegar.
— A sua análise foi melhor do que a minha. Muito bem. — Ele pareceu lembrar de algo. — Ei, o King falou que ia cobrir as minhas despesas de viagem. Por que eu voltei sofrendo tanto? Eu devia ter mandado o José fretar um avião para mim! Queria ver como é a sensação de ser um magnata milionário... Ah, perdi a chance, que droga...
Naiara empurrou um pãozinho recheado na boca dele.
— Coma o seu café da manhã e depois vá tomar um banho!
— Certo, depois eu vou com você para a empresa — murmurou Gualter.
— Não vou para a empresa agora. Preciso ir à Motores Stellis para assinar um contrato.
— Motores Stellis? Contrato?
— Explico os detalhes depois.
— Então eu vou com você.
— Não precisa, a Quitéria já vai comigo.
Quitéria sorriu gentilmente. — Por que eu ficaria? Se você não quer me contar, tudo bem. Não vou te forçar.
O espírito zombeteiro de Gualter se acendeu.
— Por que você não tenta me forçar? Eu estou muito curioso para ver como uma coelhinha assustada como você forçaria alguém a fazer alguma coisa.
Naiara, sentada no banco de trás, não sabia se devia intervir e dar um basta na brincadeira.
Mas ouvi-los discutindo era até divertido.
Pelo menos, ajudava a aliviar o peso no coração dela.
Embora não houvesse mais falado sobre as coisas que Luciana dissera na noite anterior, não queria dizer que tivesse esquecido.
Aquelas palavras ainda pareciam como uma faca cravada em seu peito.
Seu pai biológico realmente já não estava mais neste mundo?
Quitéria pensou seriamente por um instante.
— Eu acho que não sei fazer isso.
Gualter desatou a rir.
— Com esse seu jeitinho, se for procurar um namorado, é melhor abrir bem os olhos, senão vão te vender e você ainda vai ajudar a contar o dinheiro! Quer que eu te arranje alguém? Sabe, eu acho que o nosso colega Calebe, lá da empresa, seria ótimo para você. Ele também é meio tapado igual a você. Vocês fariam um par perfeito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...