Naiara já havia considerado essa possibilidade, mas não conseguia encontrar nenhuma semelhança ou conexão óbvia entre os dois.
Além disso, o homem falava um português impecável, sem o menor resquício do sotaque carregado de Porto das Estrelas.
Quitéria intrometeu-se na conversa de repente.
— Sra. Naiara, eu achei esse Sr. Âncora tão lindo...
Gualter estreitou os olhos.
— Lindo quanto?
Quitéria deu uma risadinha boba.
— Não sei explicar, ele tem uma presença muito forte, sabe? E... ele também tem o cabelo com corte militar.
Também?
Gualter torceu o nariz.
— Você disse que gostava de mim, mas pelo visto, não gosta de mim coisa nenhuma. O que você gosta é do meu cabelo raspado! Pelo jeito, você tem um fraco por qualquer homem de corte militar, né?
Quitéria arregalou os olhos.
— Ah?
— Ah, o quê?! A partir de hoje, vou deixar meu cabelo crescer!
Quitéria encolheu os ombros, ofendida.
— Não é verdade, eu não...
— Tsc, lá dentro você não tirava o olho do cara. Ficou apaixonadinha por ele?
Quitéria pareceu ainda mais magoada.
— Não fiquei...
— Ficou sim, seus olhos até brilhavam!
— Não fiquei! — Quitéria se desesperou. — Gualter, para de falar besteira! Eu não sou de olhar para todo mundo! Quando eu disse que gostava de você, era só de você e mais ninguém!
Gualter fechou a boca no mesmo instante.
Naiara comentou, com um tom divertido:
— Agora sabe o que é cavar a própria cova.
—
Como havia prometido levar Natália para comer algo especial e acabara desmarcando com Quitéria no dia anterior, Naiara decidiu reunir todo mundo para um jantar.
Depois do expediente, buscou Natália em casa e os quatro foram a um restaurante refinado.
Natália confidenciou que nunca havia comido naquele tipo de lugar.
O coração de Naiara apertou, e ela fez questão de proporcionar a melhor experiência para a menina.
O restaurante era muito renomado em Rio Belo, do tipo que as pessoas frequentavam só pelo status.
Enquanto Naiara lia o cardápio, Natália pediu para ir ao banheiro.
Quitéria a acompanhou.
Gualter jogou o cardápio sobre a mesa com desdém.
— Esse tipo de comida cheia de frescura não chega aos pés de um bom prato de macarrão. Queria comer o macarrão da Felícia agora.
— O que foi?
Gualter apontou com o queixo em uma direção.
Naiara acompanhou o olhar.
...
Às vezes, o mundo parecia pequeno e sufocante demais.
Eram Afonso e Isabella.
Os dois estavam sendo conduzidos por um garçom até uma mesa.
Provavelmente não os haviam notado, pois, conhecendo a personalidade de Isabella, ela já teria corrido para cumprimentá-los.
As mesas tinham uma distância considerável entre si e algumas divisórias decorativas no meio. A menos que houvesse um imprevisto, eles não seriam vistos.
Naiara soltou um suspiro de alívio.
Até que Gualter soltou a bomba:
— Vou lá dar um oi.
Naiara quase pulou da cadeira.
— O que você vai fazer?!
Gualter caiu na gargalhada.
— Estou brincando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...