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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 781

— Naiara, no futuro... você vai se esquecer de mim?

Ela sorriu, o rosto iluminado por uma graça genuína.

— Se um dia eu esquecer de tudo, provavelmente ainda me lembrarei do nome Fábio Marques.

O coração de Fábio deu um salto.

— Por quê?

— Porque... você já se tornou parte da minha família.

Ele a observou, os lábios cerrados, por um longo tempo.

— Naiara.

— Hm?

— Eu queria muito te dar um abraço agora.

— Não pode.

Fábio não escondeu a decepção.

— Eu sei que não pode. Foi só força de expressão.

— E quando digo que não pode, não é porque eu não queira. É porque tenho medo de que a Isadora interprete mal.

Ao ouvir esse nome, o clima de Fábio voltou a ficar opressivo.

— Nós combinamos que em dois anos anulamos esse casamento e cada um segue o seu caminho. Achei que dois anos passariam rápido, mas agora vejo que é tempo demais.

Longo o suficiente para deixá-lo sufocado.

Naiara subitamente lembrou-se de alguém.

— Ah, e aquela Srta. Adriana? Já foi embora?

Ao ouvir aquilo, o aperto no peito de Fábio virou uma dor de cabeça das grandes.

— Ainda está por aqui, morando num hotel, dia após dia.

Naiara se espantou.

— Ainda não foi embora?

— Não escuta razão, de jeito nenhum quer ir. Já tentei de tudo, nada funciona.

Naiara deu um sorriso leve.

— Ela é mesmo obcecada por você.

Fábio soltou uma risada seca.

— Se fosse recíproco, eu estaria emocionado. Mas isso é perseguição unilateral. É só irritante.

— É jovem, né. Primeira vez que gosta de alguém, é normal ter essa obsessão toda.

Fábio jogou o braço por cima do encosto da cadeira e se inclinou mais para perto.

— Você acredita que ela conseguiu descobrir onde a gente mora e bateu na nossa porta?

A curiosidade de Naiara foi às alturas na mesma hora.

— Na sua casa com a Isadora?

— Uhum.

— É, sim.

— E o que ela está fazendo aqui?

O tom da amiga exibia um desprezo indisfarçável.

— Não sei — respondeu Isadora.

— Em tese, os convidados do Sr. Henrique hoje são todas as pessoas de peso em Rio Belo, ou no mínimo gente cheia da grana. Por que ele convidaria ela?

Isadora não gostou do que ouviu.

— Se você pôde vir, por que ela não poderia?

A amiga soltou um muxoxo.

— Eu estou aqui representando o meu pai. Meu pai é grande amigo do Sr. Henrique. E ela? Está representando quem? Vai me dizer que está representando o Carlos Lucca? Ele nem quer mais saber dela.

Isadora franziu o cenho.

— Pode parar de falar assim dela? E não foi o Carlos que não a quis mais. Foi ela quem descartou ele!

Percebendo a irritação, a amiga, sensata, encerrou o assunto.

Isadora voltou a olhar para os dois.

Não sabia qual era o rumo da conversa, mas Fábio estava sorrindo.

Aquele homem... sorriu.

Desde que haviam se casado, ele mantinha constantemente uma cara de velório; arrancar-lhe um sorriso era mais difícil do que subir aos céus.

Ao que parecia, apenas o grande amor inalcançável no coração dele tinha o dom de mexer com as suas emoções.

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