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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 795

Como Afonso poderia retribuir uma dívida daquelas?

— Sr. Afonso, é sério. Não carregue nenhum peso na consciência. O que eu fiz foi puramente por sermos amigos, não houve outra intenção.

Afonso manteve os lábios cerrados, a expressão indecifrável.

Uma dor aguda fez Isadora franzir a testa. Suportando o desconforto, ela olhou para Naiara.

— Obrigada por ficar aqui comigo.

Naiara quase não sabia o que dizer.

— A cirurgia acabou de terminar. O seu corpo está muito fraco. Descanse bastante.

— Hum... eu estou com muito sono mesmo. Quero dormir mais um pouco.

Lembrando-se das recomendações médicas, Naiara alertou:

— O médico avisou que você não pode dormir pelas próximas duas horas. Aguente firme.

Isadora fechou os olhos.

— Tudo bem, então vou só ficar de olhos fechados sem dormir.

Fechando os olhos, ela conseguiria evitar olhar para ele.

Logo alguém bateu à porta e entrou.

— Com licença, foi daqui que pediram um acompanhante?

A voz de Afonso soou um pouco mais grave.

— Eu vou descer para comprar algumas coisas que você vai precisar durante a internação. O cuidador ficará aqui com você.

Isadora, ainda de olhos fechados, apenas murmurou um "uhum".

Afonso instruiu o cuidador:

— Cuide bem dela. Fique atento a qualquer mudança. Se houver qualquer problema, chame o médico imediatamente.

O cuidador notou o tom apreensivo dele e tentou acalmá-lo.

— Pode ficar tranquilo. Tenho mais de dez anos de experiência nessa área. Nada vai dar errado.

Afonso deu alguns passos em direção à saída, mas de repente se virou para olhar para Naiara.

Entendendo o recado, Naiara se levantou apressada para acompanhá-lo.

Afinal, tratava-se de itens básicos para Isadora, e era provável que Afonso não fizesse a mínima ideia do que comprar.

Por isso, Naiara foi com ele.

No entanto, Afonso não foi direto comprar as coisas. Ele perguntou a ela:

— Pode se sentar comigo um pouco?

Na verdade, ela estava remoendo aquela questão desde o exato momento do ataque.

Mas, como a situação de Isadora ainda era incerta, preferira não comentar nada.

Agora já podiam falar a respeito.

— Há algumas coisas que não se encaixam.

— Primeiro: a Adriana já estava trancafiada pelo Carlos Lucca num hospital psiquiátrico faz tempo. Levando em conta o ódio que o Carlos sente por ela, ele jamais a deixaria sair. Então, como ela escapou? Alguém a soltou de propósito ou ela fugiu sozinha?

— Segundo: como ela sabia que hoje era o aniversário do seu pai e conseguiu chegar tão certeira até aquele local?

— E, por último.

Esse era o detalhe mais importante e crucial.

— Na mente da Adriana, a pessoa que ela mais odeia sou eu. Se ela quisesse matar alguém, eu seria o alvo principal.

— Mas eu estava parada bem ali e ela não me atacou. Ela mirou direto em você.

Aquilo era atípico demais.

O olhar de Afonso era cortante como o de uma águia, como se pudesse enxergar até as entranhas da alma de alguém.

— A resposta é simples. Antes de aparecer, alguém fez uma lavagem cerebral nela. Disseram-lhe que, se ela está na miséria, toda a culpa é minha.

E foi por isso que ela foi atrás dele.

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