Aquele “Srta. Isadora” afastou completamente qualquer resquício de proximidade.
O pouco de ternura que ainda restava no coração de Isadora esfriou.
— Pode falar, Sr. Afonso.
Afonso foi direto ao ponto. Direto a ponto de soar implacável.
— Embora eu não quisesse que você entrasse na frente daquela faca por mim, você o fez. No fim das contas, eu acabei lhe devendo um favor.
— Mas a última coisa no mundo que eu quero é ter uma dívida com você.
— Por isso, posso fazer uma única coisa por você, para pagar essa dívida e encerrarmos o assunto.
O sorriso de Isadora estava carregado de amargura.
— Não precisa se preocupar tanto. Eu fiz por vontade própria, nunca esperei que me devesse nada.
— Você só terá esta oportunidade. Pense bem. Claro, desde que seja algo que esteja ao meu alcance. — Afonso reiterou.
Isadora olhou para o homem à sua frente, cujos olhos eram frios e distantes como uma imensidão de gelo. Seu coração doeu profundamente.
— Então continue me devendo. Fique me devendo pelo resto da vida.
Assim, ele jamais conseguiria esquecê-la.
A voz dele saiu sem o menor traço de calor.
— Pelo visto, você já se decidiu. Então, damos este assunto por encerrado aqui.
Antes que Isadora pudesse abrir a boca, ele prosseguiu:
— Sua obsessão fez a relação entre nós quatro se tornar insustentável. Você já parou para refletir sobre as suas próprias atitudes?
Uma onda de ressentimento tomou conta de Isadora.
— Você também acha que a culpa é toda minha?
— E de quem mais seria?
Isadora soltou uma risada sarcástica.
— Aonde você quer chegar?
— O que eu quero dizer é que peço que pare de machucá-los.
— Machucá-los? — O olhar de Isadora lampejou com ódio. — Você quer dizer machucá-la, não é?
Afonso manteve o tom apático.
— Pelo visto, não há mais salvação para você.
Ele se levantou lentamente.
— De qualquer forma, darei um jeito de garantir que seu corpo se recupere completamente. Qualquer necessidade que tiver, entre em contato com o meu assistente.
Assustador.
Esse homem era, de fato, aterrorizante.
— Vou lhe dar um último aviso. — Afonso continuou. — Já que você destruiu, com as próprias mãos, uma amizade que era como uma irmandade, faça o favor de nunca mais voltar a perturbá-los.
Isadora mordia o lábio com força enquanto via Afonso se afastar sem sequer olhar para trás.
No fim das contas, tudo se resumia a ele protegendo Naiara!
— Afonso! — O grito dela foi quase animalesco, rasgando a garganta. — Você acha que é invencível?! Mas nem sequer tem a coragem de se casar com ela!
— Tudo o que você quer é manter todas as opções na palma da mão! Fica aí pagando de santo, mas não passa de um canalha igual aos outros!
O rosto de Afonso assumiu uma expressão sombria e aterrorizante.
Mas, no fim, ele não disse mais nada e foi embora.
Logo em seguida, ouviu-se o som de um choro desesperado vindo do quarto.
Isadora chorava como se sua vida estivesse acabando.
Ela sentia que estava realmente doente, e era uma doença grave.
O que estava acontecendo com ela?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...