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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 805

— Mas eu quero ir com vocês!

— Então fique só querendo.

Naiara sentiu um pouco de pena.

Para ser sincera, se fosse comparar com a doçura calculada de Isabella, o jeitinho manhoso e as chamadas insistentes da garota eram muito mais suportáveis aos ouvidos dela.

— Deixa pra lá, Fábio. Leve ela com a gente. Ela está sozinha em Rio Belo, não conhece mais ninguém além de você. É de dar dó.

Fábio parecia inflexível.

— Se ela dá dó, foi ela mesma quem procurou.

Naiara não insistiu.

Fábio colocou a mão levemente nas costas de Naiara, incentivando-a a andar.

— Vamos logo.

Os dois deram os primeiros passos.

Não tinham caminhado nem dois metros quando ouviram um choro alto e escandaloso às costas.

Ao se virarem, deram de cara com Yara Esteves agachada no chão, soluçando dramaticamente para quem quisesse ouvir.

— Fabinho! Como você pode ser tão cruel?! Eu fiquei aqui esperando todo esse tempo e você não me convida nem para jantar! Buááá, Fabinho...

Ainda bem que o vestido dela era longo; se fosse curto, a situação seria ainda mais embaraçosa.

As pessoas que passavam pelo local pararam e começaram a olhar para a cena com grande curiosidade.

O rosto de Fábio ficou pálido de vergonha e fúria.

Ele correu até ela, segurou-a pelo braço com firmeza e a puxou para cima.

— Cala a boca!

A boquinha de Yara fechou mais rápido do que a velocidade da luz.

— Então você vai me levar junto?

Fábio cerrou os dentes, tremendo de raiva.

A garota, no entanto, não demonstrava o menor sinal de medo:

— Se você não me levar, eu vou continuar chorando. E se você fingir que não liga, eu choro até desmaiar, aí vão ter que chamar a ambulância para me levar, e você...

— Cala a boca logo! — Fábio já não aguentava mais aquilo. — Vamos juntos!

— Hehe. — Yara bateu as mãos no vestido para tirar a poeira, abrindo um sorriso radiante. — Oba!

Assim que terminou de se limpar, disparou como um foguete para o lado de Naiara, agarrando-se no braço dela mais uma vez.

— Naiara, o que tem de gostoso pra gente comer hoje?

Naiara sorriu.

— Caldo de frutos do mar.

— Ah? Só caldo? Mas isso é tão sem graça.

— Foi o seu Fabinho que ficou com vontade de tomar caldo, por isso estamos indo.

Yara mudou o tom imediatamente.

— Caldo é maravilhoso! De noite não se deve comer coisas muito gordurosas. Caldo faz bem pra saúde, eu amo caldo!

José, que estava na sala repassando relatórios, caminhou até a porta para abrir.

Ele esperava dar uma boa bronca, acreditando que fosse algum funcionário ignorando as ordens, já que a diretriz era não deixar ninguém entrar.

Porém, ao ver que se tratava de Isabella, engoliu em seco as palavras que já estavam na ponta da língua.

Afinal, ela era a noiva do patrão, e era preciso demonstrar um mínimo de respeito e cortesia.

— Chefe, vou me retirar por enquanto.

Afonso fechou a pasta de documentos que segurava.

— Vá.

Isabella entrou, repousou o buquê de flores sobre a mesa e logo começou a tirar da sacola um delicado vaso de porcelana.

— Sempre achei o seu escritório um tanto monótono e sem vida, então fiz questão de comprar esse vaso e essas flores hoje. O que achou?

Afonso lançou um olhar glacial para o arranjo, exalando pura indiferença.

— A minha secretária deve ter lhe avisado que eu não vou receber ninguém no momento.

Qualquer pessoa que não fosse estúpida perceberia que aquilo era, na verdade, uma repreensão.

Mas Isabella pareceu não se importar. O sorriso charmoso permaneceu intacto em seus lábios.

— Sou sua noiva. Certamente, para mim, deve haver uma exceção.

A voz do homem soou tão fria que parecia congelar o ar do ambiente.

— Não.

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