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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 830

Quando Naiara retornou a Rio Belo, já passava da tarde.

Como havia marcado de jantar com Zuleica, decidiu não ir à empresa. Natália estava na escola, Felícia tinha ido ao supermercado, e restava apenas Bolinha em casa.

Bolinha parecia ter um sexto sentido. Provavelmente percebendo que Naiara carregava um bebê, o cachorro já não pulava nela; em vez disso, abanava o rabo freneticamente para dar as boas-vindas. Ela acariciou a cabeça dele e pegou um ossinho de roer no armário. Bolinha pegou o petisco e foi feliz para a sala.

Naiara seguiu para o quarto, tomou um banho rápido e vestiu roupas confortáveis de ficar em casa.

Ao ouvir a campainha, pensou que Felícia tivesse esquecido as chaves. Apoiando a mão na lombar, caminhou até a porta. Quando a abriu, não conseguiu disfarçar o susto.

Do lado de fora, estavam Henrique Xavier e Eduardo.

Descobrir seu endereço era uma tarefa trivial para Henrique. Mas por que apareceriam ali de repente? Teriam descoberto que Afonso fora vê-la secretamente na noite anterior?

Naiara foi tomada por uma apreensão repentina, sem saber exatamente como agir. O rosto de Henrique estava indecifrável, não demonstrava nem raiva nem alegria. Eduardo, por outro lado, exibia um sorriso cordial.

— Srta. Naiara, não vai convidar o patrão para entrar? — perguntou Eduardo.

Naiara se recompôs imediatamente.

— Perdoem-me a indelicadeza. Por favor, entrem.

Ela foi até a cozinha e trouxe dois copos de água.

— Peço desculpas, Sr. Henrique, não tenho chás de boa qualidade em casa no momento.

Henrique observou o ambiente ao redor.

— Embora seja um pouco distante do centro, a estrutura e o ambiente da casa são excelentes. É um lugar tranquilo, muito adequado para se viver.

Sem conseguir decifrar o verdadeiro motivo da visita, Naiara decidiu ser cautelosa.

— Meu falecido pai comprou esta casa secretamente para mim.

— E fez bem em manter segredo — comentou Henrique. — Se a Sra. Luciana soubesse de um imóvel tão bom, certamente tentaria tomá-lo de você. — O olhar dele desceu rapidamente para a barriga dela antes de continuar: — Peço desculpas pela visita inesperada. Espero não estar incomodando.

Naiara forçou um sorriso educado, mas distante.

— De forma alguma.

— Está quase na hora do parto, não?

O assunto mudou tão rápido que ela piscou, surpresa.

Henrique lançou um olhar para Eduardo, que tomou a palavra por ele.

— Srta. Naiara, a criança que carrega... é sangue da família Xavier, não é?

O coração de Naiara falhou uma batida, e sua postura instantaneamente se tornou defensiva. Observando a tensão nela, Henrique sorriu levemente.

— Não tenha medo. Não vim aqui hoje para fazer mal a você.

Ela apertou os lábios, hesitando por um longo tempo.

— O bebê... não é...

— Srta. Naiara, o jovem mestre já nos contou tudo — interrompeu Eduardo.

Naiara paralisou.

Afonso havia contado a verdade a Henrique? Por que ele faria isso?

— Quando recebi a notícia — começou Henrique —, eu disse ao Afonso que ficaríamos com a criança e descartaríamos a mãe. Mas sabe o que ele me respondeu?

Naiara já imaginava que Afonso devia ter dito algo drástico para encurralar Henrique. Caso contrário, o patriarca jamais estaria ali com uma atitude tão pacífica. Com a influência e o temperamento que ele tinha, Henrique poderia simplesmente ter agido pelas sombras sem aviso prévio.

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