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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 873

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— Ele está a milhares de quilômetros daqui, negociando uma parceria importante — continuou Naiara, com precisão. — Se souber disso, não vai ter paz. É capaz de querer voltar no mesmo instante. E eu não quero que ele faça isso. Quero que ele foque no trabalho dele e cumpra as responsabilidades que tem. A vida dele não pode ser apenas eu, e não deveria ser.

Naiara fixou o olhar em Fábio primeiro. Ele assentiu.

— Tudo bem. Você é quem manda. Seu desejo é uma ordem.

Em seguida, Naiara olhou para Gualter, que arqueou uma sobrancelha.

— Nem olhe para mim. Eu mal converso com o King.

Naiara deu um meio sorriso.

— É mesmo? Então quem foi que passou o meu paradeiro para ele naqueles dias? Ele sabia até em qual hospital da cidadezinha eu estava. Ou será que ele plantou um rastreador em mim?

Gualter desviou o olhar para o teto, depois para o chão.

— Com certeza não fui eu. Deve ter sido a Quitéria.

Quitéria arregalou os olhos.

— Como poderia ser eu?! Eu sou absolutamente leal à Sra. Naiara.

Gualter tentou se defender:

— Passar informações sobre a Sra. Naiara para o King não é traição. É, na verdade, uma boa ação para unir o casal. Merece até aplausos.

Naiara riu, balançando a cabeça.

— Você tem sorte de ser a Quitéria. Se fosse outra pessoa, já teria levado uma surra.

Por causa do incidente com a boneca macabra, o almoço teve um clima meio pesado. Felícia suspirava o tempo todo, temendo que algo parecido voltasse a acontecer.

— Srta. Naiara, acho que deveríamos nos mudar para outro lugar.

Naiara, no entanto, não deixou o ocorrido afetar seu apetite. Os bolinhos da Felícia continuavam deliciosos como sempre.

Natália, a menina, ponderou:

— Vovó, não adianta. Para qualquer lugar que a gente for, eles vão achar a gente. Esses fãs são terríveis. Quando querem descobrir onde alguém está, eles reviram até o lixo da pessoa.

Felícia ficou ainda mais aflita.

— E o que vamos fazer? E se mandarem mais dessas coisas agourentas?

— O jovem mestre tem os seus métodos.

— Antigamente ele não demonstrava tanto empenho assim com os negócios da família — resmungou Henrique. — Agora virou muito prestativo. E tudo por causa de uma mulher! Um tolo apaixonado!

— Mas não é apenas por uma mulher, patrão — pontuou Eduardo, com sutileza. — Não se esqueça de que também há o seu neto na jogada.

Henrique parou o pincel no ar.

— Faltam quantos dias?

Eduardo calculou mentalmente.

— A previsão é para o final do mês que vem.

O semblante de Henrique Xavier se suavizou consideravelmente.

Final do mês... Faltava tão pouco. Num piscar de olhos, estaria ali.

Um funcionário da mansão aproximou-se para anunciar:

— Sr. Henrique, há um homem chamado Fábio Marques no portão. Ele diz que gostaria de falar com o senhor.

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