Os dedos de Naiara pairaram sobre a tela do celular por alguns segundos antes de responder.
[Estou no resort do meu pai. A Luciana se envolveu num assassinato e o Pedro não sabia o que fazer, então tive que vir resolver a situação.]
Afonso respondeu apenas com um:
[Entendido.]
Depois disso, nenhuma outra mensagem chegou.
Os líderes de cada departamento começaram a entrar, e Naiara deixou o celular de lado.
Felizmente, a equipe de liderança era extremamente pragmática e eficiente.
Assim que o incidente ocorreu, todos souberam que a prioridade era abafar a notícia imediatamente.
Por isso, até aquele momento, o caso não havia vazado. Apenas os funcionários do resort sabiam o que tinha acontecido.
Quando a reunião terminou, já era quase meia-noite.
Normalmente, a essa hora, Naiara já estaria em sono profundo.
Mas hoje, a noite seria longa e exaustiva.
Naiara virou-se para o gerente Rogério.
— Onde está aquele gigo... o gerente de relações públicas?
Rogério Valente respondeu em voz baixa:
— Ele foi até a delegacia e, depois disso, sumiu. Tentei ligar para ele várias vezes, mas ninguém atende. Agora o celular está desligado. Imagino que percebeu a gravidade da situação e resolveu se esconder.
Se esconder?
Depois de uma morte, onde ele achava que conseguiria se esconder?
No entanto, embora aquele gigolô fosse o pivô de tudo, a verdadeira assassina era Luciana.
O máximo que pesava sobre ele era uma falha moral, não um crime em si.
Mas ele era uma bomba-relógio. Se decidisse vender a história para a imprensa, o escândalo de assassinato no Resort Monte Verde explodiria em todos os jornais na manhã seguinte.
E com os repórteres exagerando e inventando fofocas, o resort estaria arruinado.
Esse era o maior legado de Thiago Jasmim, o trabalho da vida dele.
Por isso, Naiara estava determinada a salvá-lo.
— Alguma movimentação da família da vítima? — perguntou Naiara.
— Nenhuma, por enquanto. A delegacia tentou contato, mas ainda não conseguiram localizar ninguém.
Naiara virou-se para Pedro.
— Sabe onde a Luciana conheceu aquele homem?
Ao ouvir Naiara chamar a madrasta pelo nome, Rogério Valente ficou surpreso, mas teve o bom senso de não demonstrar curiosidade.
— Pode deixar.
Na entrada do resort, havia um carro familiar estacionado.
Por um momento, Naiara achou que seus olhos estavam pregando peças devido à escuridão da noite.
Mas as luzes da entrada estavam brilhantes como o dia; seria impossível ver errado.
O homem, que antes estava encostado na porta do carro, começou a caminhar a passos largos em sua direção assim que a viu.
Até o momento em que ele parou à sua frente, Naiara ainda achava que estava sonhando.
— Você... não tinha viajado para o exterior?
Afonso a olhou intensamente.
— Quando te mandei mensagem, eu tinha acabado de desembarcar no aeroporto. A minha intenção inicial era ir direto para a sua casa ver como você estava.
— Me ver?
— Sim. Eu estava com saudade.
Ignorando completamente a presença de Pedro ali ao lado, Afonso falou de forma crua e direta:
— E eu sei que você também estava com saudade de mim. Então, eu precisava vir te ver.
— No começo, até comentei com o Fábio que só viria te procurar depois de oficializar o fim do noivado, mas parece que... eu não consegui esperar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...