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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 884

Os dedos de Naiara pairaram sobre a tela do celular por alguns segundos antes de responder.

[Estou no resort do meu pai. A Luciana se envolveu num assassinato e o Pedro não sabia o que fazer, então tive que vir resolver a situação.]

Afonso respondeu apenas com um:

[Entendido.]

Depois disso, nenhuma outra mensagem chegou.

Os líderes de cada departamento começaram a entrar, e Naiara deixou o celular de lado.

Felizmente, a equipe de liderança era extremamente pragmática e eficiente.

Assim que o incidente ocorreu, todos souberam que a prioridade era abafar a notícia imediatamente.

Por isso, até aquele momento, o caso não havia vazado. Apenas os funcionários do resort sabiam o que tinha acontecido.

Quando a reunião terminou, já era quase meia-noite.

Normalmente, a essa hora, Naiara já estaria em sono profundo.

Mas hoje, a noite seria longa e exaustiva.

Naiara virou-se para o gerente Rogério.

— Onde está aquele gigo... o gerente de relações públicas?

Rogério Valente respondeu em voz baixa:

— Ele foi até a delegacia e, depois disso, sumiu. Tentei ligar para ele várias vezes, mas ninguém atende. Agora o celular está desligado. Imagino que percebeu a gravidade da situação e resolveu se esconder.

Se esconder?

Depois de uma morte, onde ele achava que conseguiria se esconder?

No entanto, embora aquele gigolô fosse o pivô de tudo, a verdadeira assassina era Luciana.

O máximo que pesava sobre ele era uma falha moral, não um crime em si.

Mas ele era uma bomba-relógio. Se decidisse vender a história para a imprensa, o escândalo de assassinato no Resort Monte Verde explodiria em todos os jornais na manhã seguinte.

E com os repórteres exagerando e inventando fofocas, o resort estaria arruinado.

Esse era o maior legado de Thiago Jasmim, o trabalho da vida dele.

Por isso, Naiara estava determinada a salvá-lo.

— Alguma movimentação da família da vítima? — perguntou Naiara.

— Nenhuma, por enquanto. A delegacia tentou contato, mas ainda não conseguiram localizar ninguém.

Naiara virou-se para Pedro.

— Sabe onde a Luciana conheceu aquele homem?

Ao ouvir Naiara chamar a madrasta pelo nome, Rogério Valente ficou surpreso, mas teve o bom senso de não demonstrar curiosidade.

— Pode deixar.

Na entrada do resort, havia um carro familiar estacionado.

Por um momento, Naiara achou que seus olhos estavam pregando peças devido à escuridão da noite.

Mas as luzes da entrada estavam brilhantes como o dia; seria impossível ver errado.

O homem, que antes estava encostado na porta do carro, começou a caminhar a passos largos em sua direção assim que a viu.

Até o momento em que ele parou à sua frente, Naiara ainda achava que estava sonhando.

— Você... não tinha viajado para o exterior?

Afonso a olhou intensamente.

— Quando te mandei mensagem, eu tinha acabado de desembarcar no aeroporto. A minha intenção inicial era ir direto para a sua casa ver como você estava.

— Me ver?

— Sim. Eu estava com saudade.

Ignorando completamente a presença de Pedro ali ao lado, Afonso falou de forma crua e direta:

— E eu sei que você também estava com saudade de mim. Então, eu precisava vir te ver.

— No começo, até comentei com o Fábio que só viria te procurar depois de oficializar o fim do noivado, mas parece que... eu não consegui esperar.

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