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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 886

Eventualmente, Naiara acabou adormecendo ali mesmo, recostada no sofá.

O peso da gravidez somado ao vaivém desgastante daquela noite finalmente cobraram seu preço.

Ela nem sequer percebeu quando Gualter a pegou no colo e a colocou na cama.

Eram pouco mais de três da manhã quando Afonso e Pedro retornaram ao Resort Monte Verde.

Gualter, ao receber a mensagem avisando, abriu a porta com extrema cautela, nas pontas dos pés.

A primeira coisa que Afonso perguntou foi:

— Como ela está?

Gualter respondeu num sussurro:

— Adormeceu e está dormindo super bem. Não acordou até agora.

— Que bom.

— E o moleque? — perguntou Gualter.

— Mandei ele ir descansar.

Gualter bufou baixinho.

— Aquele moleque não é nada burro. Na hora do aperto, correu atrás de quem podia resolver o problema dele. Se arrependeu tarde demais das merdas que fez. Ainda bem que a minha cunhada tem o coração mole. Se ela fosse um pouco mais fria, ela assistiria de camarote toda a família Jasmim ruir sem nem piscar.

— Ela faz isso em respeito à memória do pai, Thiago Jasmim — respondeu Afonso suavemente.

— Bom, pode entrar, vou nessa — disse Gualter.

Afonso lhe entregou um cartão-chave.

— Vá dormir no quarto ao lado. Durma bem e vá embora amanhã. Se você dirigir de volta agora, quando ela acordar e descobrir que você passou a madrugada acordado e ainda pegou a estrada, com certeza vai brigar comigo.

Gualter torceu os lábios num sorriso irônico.

— E eu achando que você estava com pena de mim. No fim, só está com medo da bronca dela. King, tirei a sorte e previ o seu futuro.

— O quê?

— Você vai ser um pau mandado que morre de medo da esposa.

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Na cama, a pessoa adormecida, por causa da enorme barriga, só conseguia deitar de lado.

Parecendo estar numa posição desconfortável, Naiara franziu o cenho de repente e se mexeu.

Parecia querer rolar na cama.

Mas, provavelmente achando o movimento muito difícil, acabou desistindo.

Afonso estava de pé ao lado da cama, observando o rosto delicado em que ele pensara dia e noite, enquanto a ternura invadia silenciosamente o seu coração.

Ele não se deitou na cama com ela. Em vez disso, ajeitou-se no sofá ao lado.

De frente para a cama, ele podia vê-la dormir perfeitamente.

Era uma sensação maravilhosa.

Naiara acordou num sobressalto.

Havia tido outro pesadelo.

Sonhou com o pai, Thiago Jasmim.

Naiara provocou:

— Está insinuando que o serviço de limpeza do Resort Monte Verde não faz direito o seu trabalho?

Ele a repreendeu, com uma voz carregada de adoração:

— Que desculpa esfarrapada.

O sorriso de Naiara desapareceu, e seus olhos transbordaram de tristeza por vê-lo naquele estado.

— Que horas você chegou? Por que não me acordou?

Afonso sentou-se na beirada da cama, olhando para ela com infinita doçura.

— Você estava dormindo tão bem que eu não tive coragem.

Naiara olhou em volta.

— Onde está o Gualter?

— Eu o mandei de volta para casa.

— Mas ele não dormiu nada! Como pôde mandar ele embora assim? A estrada de noite é tão perigosa, você...

Ao notar a curva ascendente no canto dos lábios dele, a ficha de Naiara caiu.

— Você mentiu para mim?

Ele sorriu abertamente.

— Mandei ele dormir no quarto ao lado. Eu já sabia que se mandasse ele embora, você iria brigar comigo. Ao se preocupar tanto com ele na minha frente, você não tem medo que eu fique com ciúmes?

— Não tenho medo nenhum.

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