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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 912

Esse pedido de desculpas pegou Henrique totalmente de surpresa.

Ele não conseguiu evitar um leve sorriso.

— Ora, ora. Meu filho agora sabe pedir desculpas ao pai. Pelo visto, o poder do amor é realmente formidável. Fez o filho que sempre bateu de frente comigo finalmente abaixar a cabeça.

O tom de voz de Afonso suavizou um pouco.

— Ela me pediu para não brigar com você.

Henrique ficou paralisado por um segundo, e então ergueu a perna e deu um chute leve na panturrilha do filho.

— Quer dizer que agora eu dependo de uma pessoa de fora para que você me trate com o mínimo de decência?

— Ela não é de fora — rebateu Afonso.

Henrique bufou, irritado.

— Como não é de fora?!

— Ela não é de fora. Ela é o amor da minha vida e, futuramente, será uma Xavier.

Henrique ficou sem palavras.

— Você sonha alto, moleque. Tente resolver o problema que está bem na sua cara primeiro!

O assunto inevitavelmente retornou ao ponto crítico.

Afonso apertou os lábios, mantendo-se em silêncio por um longo momento.

— Eu não estou disposto a esperar.

Henrique franziu a testa pesadamente.

— Você ainda quer cancelar o noivado agora?

— Sim.

— Foi ela quem pressionou você?

— Não. Pelo contrário, ela me pediu para não ter pressa.

— Se até ela disse para você não se apressar, por que está agindo como um desesperado? Não pode simplesmente esperar seis meses?

— Claro que tenho pressa.

Henrique perdeu a paciência de vez e desferiu outro chute na perna de Afonso.

Eduardo não aguentou ver a cena e tentou intervir.

— Senhor Henrique, cuidado para não se machucar com tanto esforço.

Na verdade, o mordomo estava com pena de Afonso.

Henrique deu um tapa forte nas costas do filho.

— Olha para esse moleque! Teimoso feito uma mula! A quem será que ele puxou?!

Eduardo usou um sorriso gentil para quebrar a tensão rígida da sala.

— Ao senhor, é claro. Esqueceu, Patrão? Quando a Senhora era viva, ela vivia xingando o senhor de burro empacado.

Eduardo percebeu que a situação estava prestes a explodir de novo e preparou-se para intervir.

No entanto, Henrique de repente soltou uma risada amarga.

— Muito bem. Que seja assim, então.

— Assim como? — perguntou Afonso, desconfiado.

— Os seus problemas, você mesmo resolve.

Afonso ficou levemente atônito.

— Eu mesmo resolvo?

— Você não escuta uma única palavra do que eu digo, então só lhe resta arcar com as consequências sozinho.

Afonso abriu a boca para argumentar, mas Henrique o cortou na mesma hora.

— Pode ir embora. Estou exausto e quero descansar.

Eduardo balançou a cabeça em sinal de pura impotência.

Esses dois, pai e filho... Eram feitos da mesma fôrma. Nenhum cedia um milímetro.

Depois de acompanhar Afonso até a saída, Eduardo retornou ao escritório.

Henrique estava de pé, fitando o vazio.

— Entre em contato com a Srta. Naiara. Peça que ela venha até a Mansão amanhã.

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