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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 915

Apesar do choque, Henrique precisava admitir: a presença de espírito daquela garota era formidável.

Sua resiliência psicológica não era comum.

Naiara prosseguiu com a mesma serenidade.

— Afonso me contou sobre a situação da mãe da Srta. Isabella. Já imaginei que o motivo da visita do senhor hoje fosse exatamente esse.

Já que as cartas estavam na mesa, Henrique foi direto ao ponto.

— Sim, estou aqui por causa disso.

— E o que o senhor espera que eu faça dessa vez? — indagou Naiara.

Henrique lançou um olhar para a barriga já proeminente de Naiara e, de repente, sentiu uma pontada de remorso.

— A mãe da Isabella tem, no máximo, seis meses de vida...

— Eu sei.

— Se o Afonso propuser o rompimento do noivado neste momento, será moralmente e emocionalmente imperdoável.

— De fato. Além de manchar permanentemente a reputação do Afonso. A sociedade o tachará de homem sem coração e cruel.

Henrique tomou um gole do chá.

Era um chá Pu-erh de altíssima qualidade.

O sabor inicial era forte, mas logo dava lugar a um retrogosto doce e revigorante que inundava o paladar.

— Exatamente. Por isso, eu não quero que o Afonso toque no assunto do rompimento agora.

Naiara permaneceu em silêncio por um momento, absorvendo as palavras.

— Gostaria de fazer uma pergunta e espero que me dê uma resposta honesta.

— Diga.

— O senhor concorda com o meu relacionamento com o Afonso?

Henrique pigarreou, ligeiramente desconcertado, e desviou o olhar para Eduardo.

Eduardo interveio com um sorriso bondoso:

— Srta. Naiara, o Patrão já decidiu não interferir mais nisso. Você não percebeu?

— Ontem eu discuti o rompimento do noivado com o Afonso — retomou Henrique. — Mas ele se recusa a esperar que a situação da Senhora Helena termine. Ele quer romper o noivado oficialmente antes que você dê à luz.

— No entanto, neste momento delicado, toda cautela é pouca. O rompimento em si já é um escândalo. Fazer isso agora, enfurecer a Senhora Helena e agravar seu estado clínico, faria com que a família Âncora declarasse guerra a nós. Eles jamais deixariam isso barato.

— É por isso que vim lhe pedir que convença o Afonso a esperar.

— Obviamente, eu compreendo os seus sentimentos também, mas as ramificações deste assunto são colossais, então...

Naiara sequer hesitou.

— Tudo bem. Eu prometo ao senhor que o convencerei.

Assim que as palavras saíram de seus lábios, e Henrique abriu a boca para agradecer, a porta do escritório foi escancarada com violência.

A figura alta e imponente do homem invadiu a sala. Elegante como sempre, mas com o rosto transfigurado pela fúria e pelo desespero.

Provavelmente por ter corrido feito um louco, gotas de suor escorriam de sua testa pelas bochechas esculpidas.

A primeira coisa que saiu de sua boca, entre respirações ofegantes, foi uma cobrança desesperada.

— O que você prometeu a ele?!

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