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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 941

— Queridinha, não adianta tentar lutar contra mim. O seu verdadeiro inimigo não sou eu, são eles dois.

Isadora puxou o pulso bruscamente, livrando-se do aperto, enquanto um sorriso de escárnio brotava em seus lábios.

— Você não passa a vida morrendo de vontade de saber de quem é o filho que a Naiara está esperando? Quer que eu te conte o segredo agora, hein?

Carlos travou.

— Você está falando sério?

Isadora acendeu um cigarro com toda a calma do mundo, tragou lentamente e, franzindo os lábios pintados de vermelho, soltou a fumaça direto no rosto de Carlos.

— Estou brincando com a sua cara.

Carlos explodiu: — Sua cadela...!

— E então? Como é o gosto de não conseguir o que quer? Ter a resposta bem debaixo do seu nariz, mas não poder tocá-la. Não te deixa louco, se contorcendo por dentro?

Possesso de raiva, Carlos virou as costas e saiu marchando.

--

Fábio Marques tinha ido ao bar à procura de alguém.

Antes mesmo de encontrar quem queria, esbarrou em Isadora saindo da área dos camarotes.

No momento em que os dois se viram, tudo o que restava entre eles era um muro de gelo intransponível.

Isadora encostou-se à parede, o corpo vacilante.

— Quanto tempo.

Fábio franziu a testa, observou o estado embriagado e deplorável da ex-mulher e, sem pronunciar uma sílaba, deu-lhe as costas para ir embora.

A indiferença dele foi o gatilho para a mente fragilizada de Isadora. Num surto de desespero, ela arremessou a bolsa pesada que segurava nas mãos com toda a força.

Fábio não teve tempo de se esquivar, e a bolsa acertou em cheio o seu ombro.

O rosto dele escureceu, assumindo uma coloração lívida. Ele se virou, os punhos cerrados tremendo enquanto lutava contra a vontade de revidar.

— Não ache que, só porque você é mulher, eu não vou descer a mão na sua cara. Não passe dos limites, sua maldita!

Sua maldita.

Ah...

No passado, ela fora a 'sua Isa'. Depois, virou 'Isadora', e então caiu para 'Srta. Coelho'. Agora, era apenas uma 'maldita'.

Ele soltou um suspiro pesado.

— Acorda para a vida, Isadora. Se você continuar nesse caminho, nem Deus vai conseguir te salvar.

Fábio abaixou-se, pegou a bolsa no chão, empurrou-a contra o peito dela e, num último fiapo de pena cristã, deu o seu conselho final:

— As pessoas precisam aprender a virar a página. Essa sua obsessão cega é uma prisão que você mesma construiu. Ela não afeta e não prende mais ninguém além de você mesma.

Observando as costas largas de Fábio prestes a desaparecer, Isadora de repente correu até ele e abraçou sua cintura por trás com todas as forças, afundando o rosto em suas costas.

Fábio paralisou instantaneamente, os olhos se estreitando em total aversão.

— Solta.

Isadora apertou o abraço ainda mais.

— Fábio, por favor, não me trate assim. Eu estou tão cansada. Eu não queria que minha vida fosse isso, não queria viver lutando contra o mundo todo como se todos fossem meus inimigos.

Com os braços esticados ao longo do corpo, sem mover um músculo para acolhê-la, Fábio falou, a voz fria e cortante como o inverno.

— Isso é você colhendo exatamente o que plantou.

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