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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 962

José, provando que era mais inteligente do que parecia, não respondeu diretamente à exigência dela. Em vez disso, virou-se para Breno.

— Você não disse que estava morrendo de fome? Vem, vou te levar para comer alguma coisa.

Breno pegou a deixa no ar.

— Ah… é verdade, estou com fome sim.

José acenou para Afonso.

— Chefe, a gente vai descer para comer. Qualquer coisa, é só ligar.

— Certo.

Assim que os dois saíram, o quarto mergulhou em um silêncio aconchegante.

Naiara olhou para cima, buscando os olhos de Afonso.

— O que eu disse deixou você chateado?

Ele abaixou a cabeça, beijando-lhe o topo da testa.

— Não. Apenas me lembrou de que eu ainda estou em dívida com você.

— Você de novo com essa história. — Ela pegou o dedo indicador dele e deu uma mordidinha leve. — Se repetir isso, vou ficar brava.

Afonso riu.

— Tudo bem, não falo mais.

Satisfeita, Naiara se ajeitou melhor na cama.

— Mas mandar apenas o José… o Ricardo Âncora deve ter ficado furioso, não?

— E ficou. Embora ele não tenha estourado na frente do José, estava óbvio que ele engoliu a seco.

Naiara não sabia mais o que dizer.

Chegando a esse ponto, não havia mais volta. Afonso jamais se tornaria o genro da família Âncora. E ela, de sua parte, não estava mais disposta a abrir mão dele.

O destino estava selado.

Contudo, por trás da aparente calmaria dessa resolução, ela se perguntava se ainda haveria desdobramentos imprevisíveis. Ninguém sabia.

Não querendo prolongar o assunto pesado, Naiara tocou a própria barriga.

— Afonso, chama a enfermeira para mim, por favor?

— Aconteceu alguma coisa?

— Eu… quero ir ao banheiro.

— Eu te ajudo.

Naiara sentiu as bochechas esquentarem na mesma hora.

— Não precisa. A enfermeira me ajuda.

— Eu vou com você.

O constrangimento de Naiara era evidente.

— Se você ficar lá dentro comigo, eu não vou conseguir. Vou ter um bloqueio psicológico.

— Então eu te levo até lá dentro e fico esperando do lado de fora.

— …Tá bom.

Afonso se abaixou e, com toda a paciência do mundo, calçou os chinelos nela. Segurando-a pelos braços, acompanhou seus passos lentos, milímetro por milímetro, até a porta do banheiro.

Afonso ainda ia protestar, mas Naiara, sem cerimônias, fechou a porta na cara dele.

Menos de dois segundos depois, a voz dele ecoou do outro lado:

— Eu estou bem aqui na porta. Se precisar de qualquer coisa, é só chamar.

O cuidado e a adoração que ele dedicava a ela eram palpáveis, sem um pingo de falsidade. Naquele momento, mesmo que ardesse e doesse, Naiara sentiu que a dor física se tornava muito menor.

Ter alguém assim ao seu lado tinha um poder curativo que ia muito além da medicina.

***

Uma semana depois.

— Afonso.

Ao ouvir a voz, Afonso parou de andar.

Ele se lembrava da última vez que tinha visto Isabella Âncora. Ela estava pálida, abatida e visivelmente abalada. Hoje, no entanto, ela aparentava estar com um semblante muito melhor.

O olhar de Isabella caiu sobre as sacolas que ele segurava.

— Você também veio ao shopping fazer compras?

Afonso respondeu com frieza, o rosto neutro.

— É.

Isabella observou as logomarcas.

— Parecem coisas de bebê. É para o seu filho?

— Sim.

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