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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 990

Terminada a reunião, todos se dispersaram.

O último a sair fez questão de fechar a porta.

Naiara levantou-se, encostou-se na beirada da mesa de reuniões e cruzou os braços, perguntando num tom quase ríspido:

— Uma decisão desse tamanho e você nem discute comigo antes?

Afonso pousou as mãos na cintura dela.

— Se eu contasse antes, não seria surpresa.

Naiara não sabia se ria ou se chorava.

— Essa sua surpresa não foi um pouco exagerada?

Para a maioria das pessoas, uma surpresa envolveria flores ou joias. A surpresa dele foi dar-lhe uma empresa inteira.

Afonso sorriu levemente.

— Assim, você deixa de ser apenas uma funcionária.

Naiara deu um sorriso irônico.

— Eu estava brincando. Além disso, trabalhar para você é algo que faço com muito prazer.

O coração de Afonso deu um solavanco, e um brilho de profundo afeto tomou conta de seu olhar.

— Você falando assim, eu perco as forças.

Naiara pensou por um momento, confusa.

— Mas o que foi que eu disse?

— Uma declaração de amor — respondeu Afonso.

Declaração de amor?

Quando foi que ela fez uma declaração de amor?

Antes que Naiara pudesse abrir a boca para retrucar, seus lábios foram tomados pelos dele.

Ela havia notado que, ultimamente, ele a beijava com cada vez mais frequência. Como se estivesse viciado.

Claro que ela também adorava os beijos dele, por isso correspondeu com ardor.

Um bom tempo depois, os dois se separaram.

Os olhos de Afonso transbordavam ternura.

— O acordo de transferência já está assinado. Deixei no meu carro.

Naiara recostou-se no peito dele.

— E se eu afundar a empresa, o que acontece?

— Impossível — cravou ele.

— Por que tanta certeza?

— Porque você é a mulher de Afonso Xavier.

Naiara riu, balançando a cabeça.

— Afinal, você está elogiando a mim ou a si mesmo?

Afonso conferiu as horas.

O lugar estava bastante cheio. Por sorte, eles tinham uma reserva.

Ao chegarem, o garçom os conduziu até a área das mesas reservadas. O plano era apenas sentar e desfrutar de uma refeição tranquila juntos.

Mas quem diria que Rio Belo seria um ovo?

Ao passarem por uma das mesas reservadas, o olhar de Naiara cruzou com o de Isabella.

Havia mais de um mês que não se viam, e Isabella estava visivelmente mais magra. Contudo, continuava muito bem-cuidada, com a maquiagem impecável, ostentando a postura clássica de uma herdeira rica.

Se fosse apenas Isabella ali, não seria um problema.

Mas, ao lado dela, estavam Helena e Fausto Âncora.

Debilitada pela doença, Helena havia definhado bastante. No entanto, seus olhos continuavam afiados e incisivos, revelando uma teimosia de quem se recusa a perder.

Aquele encontro não era apenas constrangedor; era profundamente desagradável.

Por um instante, Naiara hesitou, sem saber se deveria ou não cumprimentá-los.

Foi Helena quem quebrou o silêncio, com um tom de desconfiança:

— Afonso? A Isabella me disse que você estava viajando a negócios.

O rosto de Isabella assumiu uma expressão visivelmente desconfortável. Ela lançou um olhar rápido para Fausto.

Fausto baixou os olhos, escondendo suas verdadeiras emoções, e optou por não dizer nada por enquanto.

Restou a Isabella tentar sustentar a própria mentira.

— Afonso... Você não tinha me dito que só voltaria amanhã? Como é que já está aqui hoje?

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