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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 994

Quando Naiara atendeu à ligação de Afonso, ela e Fábio estavam tomando um café na cafeteria ao lado.

Eles já haviam saído do restaurante vegetariano muito antes dos Âncora.

Fábio viu Afonso entrar e sorriu.

— Bom, parece que chegou a minha hora de ir.

Ao passar por Afonso, Fábio fez questão de avisar:

— Ela não comeu quase nada no almoço. Leve-a para comer algo mais tarde.

— Obrigado — respondeu Afonso.

Se Fábio não tivesse aparecido, a situação de Naiara teria sido humilhante.

E Fábio jamais aceitaria deixá-la sozinha num restaurante enquanto Afonso almoçava com os Âncora.

Fábio deu um tapinha no ombro do amigo.

— Afonso, meça suas palavras e tome cuidado. Não faça nada por impulso.

— Eu sei.

Afonso tomou o lugar onde Fábio estava sentado.

— Quer pedir uma sobremesa? Eu vou lá pegar para você.

Naiara sorriu suavemente.

— A Felícia tem me alimentado tão bem ultimamente que eu já até ganhei peso, não reparou?

— Eu já disse que gosto de você com um pouco mais de corpo.

Ele hesitou por alguns segundos, e a sombra em seus olhos se aprofundou.

— Me perdoe.

Naiara franziu a testa.

— Afonso, se você pedir desculpas de novo, eu vou ficar realmente brava.

A testa dele vincou ainda mais.

— Eu não deveria ter te deixado sozinha lá.

Naiara levantou-se, escorregou para a cadeira ao lado dele, apoiou um dos cotovelos na mesa e, com o dedo da outra mão, tocou o vinco entre as sobrancelhas de Afonso.

— Olha só, se você continuar franzindo a testa assim, vai ficar cheio de rugas. Relaxe o rosto. Se ficar enrugado, eu não vou mais querer você.

Afonso segurou a mão dela e a levou aos lábios, depositando um beijo gentil.

— Vou te levar a um lugar.

— Vamos lá.

Depois de entrarem no carro, o silêncio predominou durante a maior parte do trajeto.

De repente, parecia que não sabiam mais o que dizer.

Naiara sabia que Afonso estava sofrendo e sentindo-se sufocado com toda a situação.

Afonso, por sua vez, sabia que Naiara estava forçando um clima leve para aliviar a carga emocional dele.

Mas nenhum dos dois sabia como quebrar aquele impasse.

Quarenta minutos depois.

O carro estacionou.

Assustada, Naiara o puxou pelos braços na mesma hora.

— Não faça isso aqui!

Afonso envolveu as mãos dela nas suas.

— Então, o que me diz? Aceita entrar lá comigo?

Naiara mordeu o lábio inferior, o coração subitamente acelerado, batendo feito louco.

O sorriso de Afonso era terno e envolvente.

— Pense bem. Se passar por aquela porta comigo, não haverá volta pelo resto da vida. A partir de hoje, você será para sempre a esposa de Afonso Xavier. A minha única mulher.

Sua esposa.

A sua única mulher.

Para o resto da vida.

Que tentação ouvir aquilo.

Que declaração maravilhosa.

No fundo, não era exatamente isso que qualquer mulher queria ouvir?

Naiara ficou em silêncio por um longo tempo.

Afonso não a apressou. Permaneceu ali, olhando em seus olhos, esperando pacientemente.

Depois de um bom tempo, Naiara finalmente desceu do carro.

Um sorriso radiante, como o sol da manhã, desabrochou em seu rosto.

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