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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 996

A menção da doação fez Naiara lembrar de algo curioso.

— Você e o seu pai são realmente parecidos.

— Por que você lembrou do meu pai de repente?

Naiara sorriu.

— Porque, um tempo atrás, ele também doou vinte milhões para o Lar da Esperança em meu nome.

Afonso pareceu surpreso.

— Quando foi isso? Como eu não fiquei sabendo de nada?

— Foi no dia do aniversário do Tio Henrique. Acho que ele queria me compensar, então me ofereceu um cheque de vinte milhões. Eu recusei e falei de propósito que era melhor ele doar ao Lar da Esperança. E não é que ele doou mesmo? E ainda colocou no meu nome.

Isso resultou até em ligações da direção da instituição para agradecer pessoalmente, além de emissoras de TV que queriam entrevistá-la.

Mas ela havia recusado todas as entrevistas.

Afinal, o dinheiro não saíra do próprio bolso; ela não aceitaria levar o crédito por fazer caridade com o dinheiro alheio.

Afonso começou a rir.

— O meu pai, no fundo, é um homem muito bom.

— Eu sei — concordou Naiara. — Ele só carrega fardos pesados demais e por isso foi tão rígido com você. Mas ele é um bom pai. Se não fosse, não teria cedido tão facilmente para nos deixar ficar juntos.

E daí que ela estava carregando o herdeiro da família Xavier?

O Sr. Henrique poderia muito bem ter ficado com a criança e descartado a mãe.

Mas ele não fez isso. E só por isso, Naiara já sabia que, por baixo da casca, ele era apenas um senhorzinho bastante justo e até adorável.

Não demorou muito para que os nomes deles fossem chamados no alto-falante.

Afonso guiou Naiara, que ainda tremia de leve, até o balcão de atendimento.

A funcionária do cartório os olhou de cima a baixo, exibindo um sorriso enorme.

— Nossa, vocês dois formam um casal lindíssimo. Trouxeram todos os documentos?

Afonso abriu uma pasta e espalhou os papéis e certidões sobre o balcão.

— Está tudo aqui.

A funcionária checou e registrou tudo rapidamente no sistema antes de deslizar duas vias de papel para eles.

— Podem assinar aqui.

A mão de Naiara tremia sutilmente enquanto segurava a caneta.

Já Afonso rabiscou a própria assinatura com tanta rapidez e firmeza que parecia temer que a funcionária mudasse de ideia.

Naiara estava emocionada. Mas, acima de tudo, tocada.

Tocada por aquele homem — o sonho inalcançável de tantas mulheres — estar, a partir daquele exato momento, se tornando oficialmente seu marido.

— Está com medo de que eu rasgue?

— Vai que um dia você fica irritada ou chateada comigo, e resolve descontar a raiva na nossa certidão de casamento — argumentou Afonso.

Naiara beliscou a ponta do nariz dele.

— Seu bobo! Julgando os outros pelos seus próprios medos.

— Estou apenas prevenindo.

A funcionária olhava para os dois com uma ponta de inveja, mas teve que intervir.

— O casal já terminou de ser fofo? Se sim, por favor, liberem o espaço, porque eu preciso chamar a próxima senha.

Naiara mostrou a língua de brincadeira, puxou a mão de Afonso e os dois correram para fora dali.

Enquanto caminhavam até o carro, não soltaram as mãos um segundo sequer.

Parecia que ambos seguravam o bem mais precioso de suas vidas e não ousariam afrouxar os dedos por nada neste mundo.

Já no carro.

Afonso pegou a certidão de casamento de novo e ficou encarando o documento por um longo tempo. O sorriso no rosto dele era impossível de disfarçar.

Então, ele pegou o celular, tirou uma foto do documento.

E logo em seguida, enviou a imagem.

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