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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 174

Bernardo não parecia disposto a deixar as coisas por isso:

— Escolha outro nome.

Era uma possessividade excessiva.

Ele precisava atormentá-la até que ela cedesse e se entregasse por completo.

Até que ele se sentisse satisfeito.

Cora ficou em silêncio.

Ela sabia exatamente o que ele queria ouvir, mas se recusava a dizer.

No passado, ela ansiava profundamente chamá-lo assim. Mas depois de ouvir Adelina chamando Bernardo de "meu marido", a palavra se tornou repulsiva para Cora.

Era como uma ironia cruel por toda a dedicação que ela um dia teve por ele.

Se Bernardo não a pressionasse ao extremo, aquela palavra jamais sairia de sua boca novamente.

— Cora. — A voz de Bernardo ficou ainda mais grave, soando como um aviso. — Como você deve me chamar?

Os movimentos, que antes haviam suavizado, voltaram a ficar intensos e dominadores.

Aquele desconforto sufocante a invadiu como uma avalanche.

A respiração de Cora acelerou.

O olhar de Bernardo continuava denso, fixo nela.

A Cora de antigamente nunca demonstrava qualquer rebeldia na frente dele.

Por mais tímida ou relutante que estivesse, se ele quisesse, ela simplesmente obedecia.

Toda vez que aqueles lábios vermelhos pronunciavam a palavra "marido", ele sentia um prazer arrebatador que subia à cabeça.

Era difícil de explicar.

Mas Bernardo sabia que aquilo representava o controle absoluto sobre ela.

Porque, por amá-lo, ela deixava que ele fizesse o que bem entendesse.

Agora que faltava esse alicerce, Bernardo estava desesperado para recuperar aquela sensação.

Não cederia um milímetro sequer.

— Meu marido! — Cora soltou um grito abafado.

Foi a maldade de Bernardo que a fez desmoronar.

— Diga de novo! — rosnou ele.

Cora repetiu várias vezes, até que Bernardo finalmente ficou satisfeito e a soltou por completo.

Cora estava encharcada de suor, e Bernardo não estava muito diferente.

Por um momento, o quarto mergulhou num silêncio assustador.

Cora fechou os olhos, exausta demais para mover um músculo.

— Se eu disse para usar, você vai usar. — Bernardo ordenou em voz baixa.

— Bernardo, isso é alguma coisa que a Adelina não quis, e por isso você está repassando para me agradar? — Cora perguntou, com o rosto fechado.

A aparente ternura de segundos atrás desapareceu num piscar de olhos.

— Cora, o que você quer dizer com isso? — A voz de Bernardo também esfriou.

Cora queria confrontá-lo.

Mas, quando as palavras chegaram à ponta da língua, ela sentiu que não valia a pena.

Ela sempre acabava sendo a culpada nas histórias de Bernardo.

Discutir era inútil.

— Não quero dizer nada. — Cora parou de resistir.

Poderia tirá-lo assim que ele fosse embora, dava no mesmo.

Bernardo baixou o olhar, com uma expressão pesada:

— Você acha que eu peguei algo que a Adelina rejeitou e te dei por conveniência?

Ela não respondeu, mas o silêncio soou como uma confirmação.

— Então fique tranquila. Se eu fosse dar algo para a Adelina, não mandaria gravar a inicial do seu sobrenome nele. E mais, a Adelina odeia gatos. — Bernardo respondeu secamente.

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