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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 187

Bernardo apenas ficou observando.

Até que a cabeça de Cora estivesse completamente abaixada, em sinal de submissão.

Aquela sensação de poder e prazer absoluto tomou conta dele, e a respiração de Bernardo começou a ficar pesada.

Só então, ele ligou para o mordomo.

Logo, Cora ouviu os passos do lado de fora.

Nicolas foi levado embora.

E a distração de Cora resultou na punição mais cruel por parte de Bernardo.

Muito tempo se passou, tanto que Cora sentiu que ia morrer.

Foi só então que ela desabou sem forças na cama.

Bernardo a soltou e caminhou em direção ao banheiro, sem sequer olhar para trás.

Cora ficou ali, ofegando por um longo tempo.

Ela não hesitou nem por um segundo; mesmo ignorando as contrações que sentia na barriga, vestiu-se rapidamente.

Ela olhou no espelho para se certificar de que não havia marcas visíveis, então abriu a porta da suíte principal e caminhou para fora.

Desta vez, Bernardo não a impediu.

Cora encontrou Nicolas no quarto dele.

O Dr. Amorim havia chegado não se sabe a que horas e estava examinando a condição do garoto.

Nicolas não colaborava e parecia bastante agitado.

Até que, ao ver Cora, ele finalmente se acalmou:

— Cora... Cora...

— Eu estou bem. Foi só o Bernardo que bebeu demais agora pouco e fez muito barulho. Quando eu ouvi, o mordomo já tinha trazido você para cá. — Cora mentiu sem mudar de expressão.

Ela pediu desculpas a Nicolas:

— Me perdoa, eu não tinha escutado você chamando. Não se preocupe, seja um bom menino e escute o que o médico disser. — Ela continuava confortando o irmão.

Foi então que Nicolas acenou com a cabeça e ficou completamente em silêncio.

Vendo isso, o coração aflito de Cora começou a relaxar aos poucos.

Mas a sensação de opressão em seu peito se tornou ainda mais evidente, era como uma asfixia.

Uma asfixia que a impedia de respirar direito.

Várias vezes ela achou que já tinha se acostumado com aquilo, mas sabia que, sempre que parava para pensar seriamente no assunto, a dor voltava.

Essa repressão esmagadora ainda a encurralava, tornando cada passo impossível.

Cora deu um sorriso fraco, rindo amargamente de si mesma.

Em seguida, ela soltou Nicolas e se virou em silêncio para ir embora.

Apenas quando a porta do quarto de Nicolas foi fechada, Cora percebeu que seu corpo todo estava banhado de suor frio.

A sensação de fraqueza nas pernas a atingiu em cheio.

Ela tropeçou e caiu sentada no chão sem forças, sua respiração começando a ficar ligeiramente ofegante.

Cora não disse nada e nem pediu ajuda.

Ela colocou a palma da mão sobre o ventre inchado; o bebê se mexia, como se estivesse respondendo a ela.

Apenas ao sentir aqueles movimentos fetais é que ela ficou um pouco mais aliviada.

— Meu bebê, você tem que ficar quietinho dentro da barriga da mamãe, não cause problemas, seja obediente, tá bom? — Cora abaixou os olhos e falou com uma voz afetuosa.

Sua mão deslizava suavemente pela barriga.

Seu olhar carregava emoções complexas, mas o que prevalecia era o amor materno.

Era o amor por aquele bebê que ainda nem tinha nascido, misturado com a sensação de impotência e conflito em relação à situação atual.

Tudo isso impactava Cora pouco a pouco.

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