Entrar Via

Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 25

Mas o quarto estava vazio, sem o menor sinal da presença dela.

A única prova de que ela estivera ali era uma mancha de sangue seco, ainda bem visível na quina do móvel.

O rosto de Bernardo assumiu uma expressão terrível de irritação. Ele deu meia-volta e saiu pelo corredor, enquanto tentava discar para o número dela.

— Desculpe, o número chamado encontra-se desligado ou fora da área de cobertura. — Apenas a voz metálica e fria da operadora respondeu.

A frustração já transbordava pelo seu olhar.

Era a segunda vez que Cora apelava para aquele mesmo truque.

— Sr. Pereira, aonde o senhor vai? O senhor acabou de sair de um procedimento cirúrgico... — Wilson o abordou, apavorado ao ver a pressa do patrão.

O assistente correu atrás dele, ansioso para impedi-lo de cometer uma imprudência.

Mas, no segundo seguinte, foi rudemente empurrado por Bernardo, cambaleando para o lado.

Bernardo não perdeu tempo e entrou em seu carro.

Ignorando completamente o curativo em seu braço direito, que já começava a manchar de sangue, ele deu a partida com violência e acelerou em direção ao apartamento de Cora.

Durante o trajeto, ele tentou ligar mais algumas vezes, mas o celular dela continuava desligado.

O semblante dele se fechava cada vez mais, consumido pela raiva.

Foi então que o aparelho em sua mão começou a vibrar.

Sem olhar para a tela, ele atendeu com rispidez:

— Cora, quem te deu permissão para desligar a porcaria do celular?

Houve um breve silêncio do outro lado da linha, até que a voz que soou não foi a esperada, mas sim a de Adelina.

— Bernardo, você foi atrás dela? — indagou Adelina, em um tom contido e baixo.

Dessa vez, foi Bernardo quem ficou em silêncio.

— Bernardo, você ainda se importa com a Cora, não é? Afinal, por mais que queiramos negar, vocês foram casados por sete anos. — A voz de Adelina soou compreensiva e suave. — É perfeitamente normal você não conseguir desapegar dela. No fundo, ela não fez nada de errado nesse tempo todo.

Aquela observação fez com que o aperto de Bernardo no volante ficasse ainda mais forte.

Naqueles sete anos, Cora sempre havia cumprido rigorosamente o seu papel como esposa da família Pereira. Jamais se expôs publicamente, e inclusive manteve o casamento em segredo sem nunca reclamar.

Depois de tanto tempo, qualquer pessoa minimamente humana não seria capaz de permanecer impassível.

Ele entrou empurrando a porta. A sua figura alta e imponente impôs um peso avassalador sobre ela.

Num reflexo instintivo, ela deu alguns passos para trás.

— E agora está querendo se fazer de sonsa para mim? — Bernardo avançou, encurralando-a contra o canto da parede.

Com as costas pressionadas contra a madeira da porta fechada, ela franziu a testa num misto de confusão e angústia.

Ele não estava ali para tratar do divórcio?

— Você foi de propósito ao meu quarto no momento em que a Adelina estava lá, só para provocá-la e chamá-la de amante, não foi? E depois ainda ficou armando aquele teatrinho na cama do hospital, provocando a situação. Se você queria que eu transasse com você, por que chorou depois? E desligar o celular, aposto que foi um plano minucioso para me obrigar a vir rastejando te procurar!

Cada acusação de Bernardo servia apenas como uma sentença de condenação injusta e esmagadora.

Com os olhos injetados de fúria, ele apertou o maxilar de Cora, machucando-a com uma força descomunal.

Ela o encarou com os olhos arregalados, indignada:

— Bernardo, o que você está dizendo é um total absurdo! Isso é calúnia!

— Calúnia? Qual de todas as palavras que eu disse não é a mais pura verdade? — Bernardo soltou uma risada cheia de escárnio. — Cora, não ache que eu sou um idiota. Eu sei muito bem que você está tentando usar o testamento do meu avô para me fazer de refém. Mas eu te digo uma coisa: pode tirar o cavalinho da chuva!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo