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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 27

A cor do rosto de Cora mudou repetidas vezes.

Eles eram casados há sete anos; ela sabia muito bem o que ele estava prestes a fazer.

Ela não queria, e nem podia.

Tinha medo de machucar o bebê em sua barriga.

O pesadelo anterior continuava a assombrar sua mente.

Mas Bernardo parecia estar torturando-a de propósito. Sem conseguir se mover, Cora apenas o observou desabotoar a própria camisa, botão por botão.

Seu peito musculoso ficou exposto ao ar.

Ele arrancou a gravata e a usou para amarrar diretamente as mãos de Cora, que se debatiam.

— Bernardo, me solta, me solta! — Ela se contorcia em uma luta desesperada.

Bernardo baixou o rosto, prendendo-a com o próprio peso, e deu uma risada fria:

— Sabe com o que você se parece? Você não passa de uma interesseiraa, tentando dar um jeito de chamar a minha atenção.

— Como você acha que pode se comparar com a Adelina? Ela se formou em uma universidade de prestígio e é uma atriz premiada. E você? Nem terminou a faculdade. Se o vovô não acreditasse que o casamento traria a sorte necessária para a sua recuperação, você acha que conseguiria entrar para a Família Pereira?

— ...

— Você não queria apenas que eu te notasse? Por que está fazendo essa cena agora? Eu só estou realizando o seu desejo.

As palavras de Bernardo se tornaram cruéis e venenosas.

A mão grande dele tomou o controle de tudo em um instante. O toque frio na pele de Cora a fez arrepiar.

O que antes era intimidade havia se tornado puramente dor e trauma.

Houve um tempo em que Bernardo era carinhoso, esperando que ela se adaptasse antes de avançar.

Mas agora, ele a tratava puramente como uma válvula de escape, tudo porque Adelina estava grávida e não podia fazer esforços físicos bruscos.

Mesmo imobilizada, Cora continuou lutando com todas as suas forças.

Ela não queria aquilo, sentia nojo.

— Para de fingir! Agindo assim, você só vai estragar o meu clima. — Bernardo não deu sinais de que a soltaria.

Os olhos de Cora se encheram de lágrimas, que começaram a escorrer por seu rosto.

Com o golpe, ele caiu do sofá, batendo diretamente na mesa de centro ali perto.

A mesa antiga tinha quinas afiadas. Em um instante, o sangue começou a jorrar profusamente através das ataduras da mão direita dele.

Os pontos de Bernardo haviam se rompido, causando uma dor excruciante.

Mas ele ignorou a dor, apenas olhando fixamente para Cora, provavelmente atordoado com o tapa que levara.

Cora, por outro lado, estava surpreendentemente calma. Ela nem sequer se aproximou, apenas ficou onde estava, ofegando pesadamente.

As sobrancelhas de Bernardo se franziram profundamente.

Se fosse no passado, Cora já teria corrido até ele aos prantos.

Mas a mulher de agora parecia uma estranha, terrivelmente fria.

Na frente de Bernardo, ela pegou o celular e ligou para o hospital.

— Olá, aqui é a Cora. O Sr. Pereira está no meu apartamento. Por favor, mandem alguém para cá, a ferida dele se abriu. — Cada palavra que ela dizia era gelada e impiedosa.

Sem sequer esperar a resposta do médico, ela deu o próprio endereço e simplesmente desligou.

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