Depois, Cora permaneceu onde estava, olhando silenciosamente para Bernardo.
Fosse por mágoa ou outra coisa, as lágrimas escorriam incontrolavelmente de seus olhos.
O sangue do braço de Bernardo já havia manchado o chão.
O cheiro metálico invadiu o ar em ondas, provocando-lhe náuseas.
Ela cobriu a boca com as mãos, forçando-se a não vomitar.
Bernardo também se recuperou do choque inicial.
Ele não pareceu se importar minimamente com o ferimento aberto, apenas usou a mão esquerda para se apoiar e ficar de pé.
Ele caminhou em direção a Cora, passo a passo.
O coração de Cora bateu mais rápido e ela recuou instintivamente.
— Fora, saia da minha casa! — Cora gritou.
O olhar de Bernardo continuou a fuzilá-la intensamente.
O sangue do braço dele pingava no chão, e o rosto dele ficava cada vez mais pálido.
Mas isso não interrompeu seus passos.
Até que Cora foi encurralada contra a parede e Bernardo parou bem na frente dela.
— Bernardo, vá embora, saia daqui! — Cora gritou com a voz embargada, de forma desoladora.
— Cora. — Quando Bernardo finalmente falou, sua voz estava carregada de pura frieza.
Cora se calou, e os olhares dos dois colidiram no ar.
— Você se sentiu tão injustiçada nesses anos todos na Família Pereira? — Bernardo a questionou.
Cora não respondeu.
— A Família Pereira nunca te tratou mal. A família te proporcionou uma vida de puro luxo. Tudo que você tinha que fazer era ser uma boa esposa para a família Pereira e cuidar do vovô. Desde o início do nosso casamento, deveria estar claro para você que não conseguiria nada de mim. Então, do que você está reclamando agora?
Bernardo continuou a pressioná-la:
— Para mim, você não passa de uma peça útil. Então, o que mais você queria? O meu amor?
Ele soltou uma risada gélida ao terminar a frase.

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