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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 373

Por isso, após um momento de silêncio, o médico foi direto ao ponto e expôs a situação a Bernardo.

— Além disso, se a Sra. Pereira continuar nesse estado, isso acarretará muitos problemas. Se a infecção na córnea progredir, mesmo que a retiremos para a Sra. Botelho, não servirá de muita coisa.

O médico não fez rodeios.

Adelina estava com problemas nos dois olhos.

Cora só tinha uma córnea que poderia ser utilizada.

A recuperação de Adelina já não seria igual à expectativa inicial.

E agora, se a infecção de Cora continuasse...

Mesmo que Adelina recebesse a córnea de Cora, o esforço teria sido em vão.

— Por isso, se o senhor planeja retirar a córnea da Sra. Pereira para doá-la à Sra. Botelho, é melhor que seja feito o mais rápido possível.

O que o médico disse era cruel, mas era a pura realidade.

Depois disso, ele não disse mais nada.

A decisão daquela questão ainda estava nas mãos de Bernardo.

Se fosse antes, Bernardo não teria hesitado.

Mas, no momento, ele permaneceu em um silêncio incomum.

Seu olhar recaiu sobre o médico.

Demorou muito até que ele perguntasse com calma:

— Qual é o prazo máximo?

O médico entendeu que ele não estava perguntando sobre o estado de Adelina, e sim sobre a viabilidade da córnea de Cora.

Ele respondeu com firmeza:

— No máximo uma semana. A menos que a situação da Sra. Pereira melhore. Caso contrário, a remoção terá que ser feita. Mas as chances de melhora são ínfimas, porque a infecção é muito grave e a inflamação não cede.

Ou seja, uma semana era o limite extremo.

Poderia até ser antes.

Bernardo apenas concordou levemente, sem dizer mais nada.

No intervalo dessa conversa, Wilson se aproximou.

Com uma expressão séria, ele olhou para Bernardo:

— Sr. Pereira, a polícia está aqui.

O olhar de Bernardo pesou e ele assentiu.

Bernardo não demonstrou grande reação emocional.

— A menos que a Sra. Botelho retire a queixa — o policial também deixou claro o possível desfecho.

Se Adelina retirasse as acusações, não haveria mais tentativa de homicídio e, consequentemente, não haveria mandado de prisão.

Cora poderia ser liberada sem qualquer culpa.

O objetivo dessa abordagem era forçar Bernardo a entrar em um acordo com Adelina.

Do contrário, estariam presos em um ciclo infinito, sem resolução.

Bernardo entendeu o recado do policial.

Ele assentiu:

— Eu vou falar com ela.

Os policiais respiraram aliviados ao ouvir isso.

Eles não se demoraram muito no hospital, apenas cumpriram o protocolo de praxe.

Em seguida, emitiram um comunicado oficial à imprensa.

A declaração confirmava que Cora ainda estava na UTI lutando pela vida e que, no momento, a prisão não era aplicável dadas as suas condições médicas.

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