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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 411

— Sra. Pereira... — A enfermeira chamou com cautela o nome de Cora.

Cora murmurou em acordo, mas não pronunciou palavra alguma.

O médico também se aproximou:

— Sra. Pereira, a senhora desmaiou e, devido à febre alta persistente de antes, suas córneas sofreram uma leve inflamação. Fizemos um curativo provisório. Em dois ou três dias tiraremos as ataduras e tudo ficará bem.

O médico falou de forma tranquila, tentando acalmá-la.

Cora abaixou a cabeça; tudo diante dela era uma completa escuridão.

Nessas condições, ninguém conseguia ler a sua expressão.

O clima no quarto era de tensão.

Até que Cora perguntou, com um tom indiferente:

— Eu ainda vou conseguir enxergar?

A pergunta deixou o médico e a enfermeira estáticos.

Sentiam que Cora sabia de algo, mas não podiam dizer muito; restava-lhes ficar ali, passivos.

— Claro que sim. — O médico se apressou em responder.

— Foi só uma inflamação, os curativos são apenas para proteção. Por que a senhora não voltaria a enxergar? — Ele mantinha um sorriso profissional.

Cora não respondeu.

As palavras do médico pareciam muito estranhas para ela.

Pela lógica, se ela tinha dado a sua córnea para Adelina, seria impossível voltar a enxergar.

Mas o médico não teria motivo para mentir.

A não ser que ela sequer sobrevivesse até o dia de tirar os curativos.

Envolta nesses pensamentos, Cora ficou ainda mais silenciosa.

Como ela não dizia nada, o médico e a enfermeira também não ousaram abrir a boca.

Com medo de soltar algo que não deviam.

Até que Cora quebrou o silêncio mais uma vez:

— Posso saber como está a minha filha?

Ela sequer precisou dar explicações.

Afinal, no hospital, quem não sabia daquele triângulo amoroso?

E daquela criança que estava sendo usada como um mero instrumento de barganha para prolongar uma vida.

— Sinto muito, Sra. Pereira, mas isso é com a ala da pediatria. Eu não tenho os detalhes. — O médico respondeu num tom de desculpas.

Seu olhar demonstrava compaixão por Cora.

Cora estava destruída de cansaço, mas não conseguia dormir.

Contudo, tinha plena consciência de que não podia sair dali.

E o que ela mais temia era que um ato impensado de sua parte trouxesse consequências devastadoras para a criança.

Por fim, ela se forçou a permanecer no quarto.

A atmosfera ao redor ficou ainda mais silenciosa.

Depois de examiná-la, o médico se retirou com passos tranquilos.

A enfermeira ficou de prontidão no quarto para evitar qualquer incidente.

Bernardo havia passado lá antes de Cora acordar, mas logo em seguida fora direto para o quarto de Adelina.

Adelina também já havia saído do centro cirúrgico; pouco mais de uma hora depois de Cora.

Porque a complexidade da sua operação foi muito maior que a de Cora.

Assim que ela saiu, o médico foi rapidamente até Bernardo.

— Sr. Pereira, a cirurgia da Sra. Botelho foi um sucesso. Assim que ela recuperar a visão e o quadro se estabilizar, poderemos prosseguir com a cirurgia neurológica. — O médico foi direto.

— Quanto tempo, mais ou menos? — Bernardo perguntou friamente.

— Cerca de um mês. — O médico respondeu.

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