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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 432

A assistente ficou um pouco confusa com a pergunta súbita.

Mas sabia que Adelina era extremamente paranoica; mesmo tendo visto com os próprios olhos, precisava de garantias.

Adelina assentiu, sem dizer mais nada.

Ela sabia que um bebê de apenas alguns dias, após ter o tratamento interrompido, não tinha como sobreviver.

Ela engoliu a pulga atrás da orelha que estava tirando o seu sono.

Por fora, foi recuperando a compostura.

No entanto, Adelina sabia que sua maior preocupação era a atitude de Bernardo.

Comparado com a firmeza de Bernardo no começo, agora ele parecia imprevisível.

Quando se tratava de Cora, ele parecia estar perdendo o controle.

Naquela situação, Adelina tampouco podia forçá-lo a nada.

— Sra. Botelho, o Sr. Pereira já chegou. — A assistente olhou para o corredor e avisou a Adelina rapidamente.

Adelina mascarou suas emoções e andou calmamente até ele.

Bernardo a aguardava.

— Eu te levo de volta. — Ele disse num tom distante.

— Tudo bem. — Adelina sorriu.

Então as mãos de Adelina naturalmente se enroscaram no braço dele.

Bernardo apertou os olhos brevemente e moveu os lábios finos, mas, no fim, não disse palavras de recusa.

Os dois foram saindo silenciosamente para o lado de fora do hospital.

Logo que pisaram fora, Bernardo percebeu o enxame de repórteres do lado de fora.

Ele franziu o cenho e olhou para Adelina.

Adelina piscou com inocência:

— Me desculpe, a culpa é toda minha. Como passei tanto tempo de cama aqui, esqueci um pouco de como isso funciona. Eu apenas pedi para a minha assistente divulgar que estaria tendo alta, só que os repórteres souberam e correram para cá, trazendo todo esse transtorno.

Ela fazia questão de soar como uma vítima indefesa de suas próprias escolhas.

Esse era um dos talentos naturais dela.

Por mais óbvias que as tramoias dela parecessem, quando passavam pelos lábios de Adelina, sempre soavam como acidentes inevitáveis.

Dessa forma, ela garantia que qualquer acusação não soasse coerente, como se quem acusava fosse quem estivesse sendo implacável.

O brilho no olhar de Bernardo pesou; mas por fim, optou por ficar calado.

— Peço perdão a todos vocês, mas isso foge a mim, temo que não terei respostas.

Ao responder dessa maneira, ela estava efetivamente jogando todo o peso nos ombros de Bernardo.

Isso porque ele era o principal interessado no caso.

Sendo raposas velhas da imprensa, logicamente sabiam da tática dela de puxar a atenção.

Consequentemente, todos os microfones se voltaram rumo a Bernardo: — Sr. Pereira, a Sra. Botelho e o senhor têm uma data para as núpcias?

Adelina manteve o controle; ela também ansiava pelas repostas de Bernardo.

Ela testara, pressionara, contudo, as suas evasivas nunca a tranquilizavam.

Tanto que Adelina estava medindo mais os seus passos, temendo um passo em falso.

De soslaio, lançava a ele pequenos olhares avaliativos.

E nada que pudesse capturar serviria de palpite para ler o que se escondia por trás dos olhos de Bernardo.

Envolvida pelo medo e uma leve ansiedade, tentou sorrir graciosamente, contudo os punhos já cerravam pela tensão de sua espera.

— Desculpe, assuntos privados. Sem comentários. — Bernardo não se interessou pelo jogo e esmagou rapidamente as expectativas.

E, com a cara fechada, Bernardo caminhou direto para o carro sem sequer dar-se ao luxo de um olhar por cima dos ombros para ver a decepção pintada no rosto dela.

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