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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 539

— Sra. Pereira, por que a senhora já está de saída?

— Sra. Pereira, teve algo a ver com a presença do Sr. Colombo?

— Sra. Pereira, o Sr. Colombo mandou esvaziar a loja e expulsou a senhora?

Os jornalistas de Luzia do Mar tinham fama de não ter papas na língua, esmagando sem dó o ego das celebridades.

Especialmente quando sentiam cheiro de escândalo.

Adelina ficou em completo pânico com o bombardeio.

Ela permaneceu calada e, protegida por seus assistentes, refugiou-se rapidamente em sua van luxuosa.

Assim que a porta se fechou, sua fisionomia transformou-se numa máscara de ódio puro.

— Investigue o passado dessa Cora Fernandes agora mesmo! — vociferou para o assistente, trêmula de raiva.

— Sim, senhora — respondeu ele, amedrontado.

A atmosfera dentro do veículo tornou-se opressiva enquanto partiam dali.

Quase instantaneamente, os principais portais de notícias de Luzia do Mar estamparam manchetes sobre a expulsão de Adelina Botelho.

Todos os artigos destilavam sarcasmo, destacando o declínio de sua influência e sua tentativa patética de manter um status que já não possuía.

Durante toda a repercussão, Bernardo manteve-se calado, sem sequer divulgar uma nota oficial.

Isso deixou Adelina ainda mais ultrajada.

Ela retornou direto para o hotel, onde a equipe de maquiagem e cabelo já aguardava.

O vestido estava pronto — ou melhor, emprestado.

Sim, emprestado, e não comprado, como ditava a regra não escrita do mundo do entretenimento.

Afinal, por que gastar fortunas em uma peça de uso único?

A maioria das celebridades recorria aos empréstimos das grandes grifes.

O problema é que, para alguém ostentando o título de Sra. Pereira, aquela atitude soava ridícula e degradante.

O império financeiro da Família Pereira tornava completamente desnecessário tal artifício.

Ela poderia comprar dez vestidos caríssimos se quisesse, mas Bernardo se recusava a abrir a carteira.

— Bernardo, você está aí? — pressionou Adelina, elevando o tom de mágoa diante do silêncio do marido.

— Adelina, nós estamos em Luzia do Mar — respondeu Bernardo, finalmente. — E até o dragão mais poderoso precisa respeitar a serpente em seu próprio território.

Nas entrelinhas, ele declarava que não iria comprar aquela briga e sequer se importava com a situação.

A recusa desdenhosa atingiu Adelina como um soco no estômago.

Ainda assim, ela mascarou a fúria com uma doçura dissimulada.

— Eu sei, por isso aceitei a humilhação e fui embora quieta. A minha preocupação era apenas com a sua reputação. — Tentou transferir a responsabilidade e jogar a culpa para os ombros dele.

Bernardo manteve o silêncio implacável.

— Bernardo... — sussurrou ela, patética.

— Tenho trabalho a fazer. Mando o motorista te buscar mais tarde — concluiu ele, demonstrando total falta de interesse em prolongar o assunto.

Aquela atitude foi o estopim para que a insatisfação de Adelina atingisse o limite.

— Você não vem me buscar pessoalmente? O evento de hoje é crucial em Luzia do Mar. Somos casados, se chegarmos separados, não daremos motivos para mais fofocas? Assim como o fato de o meu vestido ser alugado e não comprado, você não acha que já falam o suficiente nas minhas costas por causa disso? — acusou, deixando o veneno escorrer em cada palavra.

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