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Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 723

Bernardo calou-se e não deu nenhum detalhe sobre o que estava pensando.

Tudo o que estava acontecendo parecia um grande quebra-cabeça, cheio de incertezas e mistérios.

Vendo o silêncio de Bernardo, era impossível que Horácio não ficasse ansioso.

No entanto, conhecendo Bernardo há tantos anos, sabia que ele guardava tudo para si, e não adiantava tentar fazer ele falar o que sentia.

Por fim, Horácio soltou um suspiro.

— Bernardo, você nunca superou a morte da Cora, não é? — perguntou Horácio.

— Ou será que, no fundo, você sempre foi apaixonado por ela? — a pergunta foi ainda mais incisiva.

Bernardo respondeu com franqueza:

— Eu tenho uma dívida com ela.

— É só isso? — questionou Horácio sem rodeios. — Como você mesmo disse, mesmo que essa Cora seja realmente ela, por maior que seja a sua dívida, você poderia simplesmente dar dinheiro ou oferecer qualquer outro tipo de compensação, em vez de arriscar afundar toda a Família Pereira.

Bernardo não respondeu.

— Eu sei que você tem uma carta na manga, mas se continuar assim, causará um grande rebuliço em Lagoa Cristalina. Vale a pena? — Horácio não conseguia esconder o espanto.

— Faremos assim por enquanto — encerrou Bernardo, claramente sem intenção de prolongar o assunto.

Horácio não era tolo, entendeu perfeitamente a mensagem.

Por isso, não insistiu mais.

Nesse exato momento, o som de um choro veio do lado de fora da porta. Bernardo franziu levemente a testa.

Os apartamentos daquele andar possuíam acesso exclusivo pelo elevador; em circunstâncias normais, seria impossível que alguém aparecesse ali.

Cada andar exigia um cartão de acesso específico, proporcionando uma privacidade impecável.

— Falo com você mais tarde — disse Bernardo rapidamente.

Horácio apenas concordou e não disse mais nada.

Bernardo desligou a chamada em seguida.

Com o semblante frio, caminhou em direção à entrada do apartamento.

Ao olhar pelo olho mágico e constatar a situação do lado de fora, ficou um pouco perplexo.

Sem hesitar, abriu a porta imediatamente.

Pois quem estava parada ali fora era a pequena Noelia.

— Noelia, o que você está fazendo aqui? — perguntou Bernardo, ajoelhando-se parcialmente para falar com a menina.

Ao ver Bernardo, Noelia também ficou surpresa:

— Bernardo? Por que é você quem está aí?

Agora ela estava completamente confusa.

Mas o senso de direção de Noelia sempre fora terrível.

Além disso, por ser uma criança adorável e vestir roupas de marcas de alto luxo.

Os seguranças do condomínio certamente reconheceram as grifes que ela usava.

Por isso, não suspeitaram nem um pouco do que a menina lhes dissera.

Ela havia apenas informado o número do apartamento e o nome de Cora.

E entrara em um elevador qualquer.

Sem fazer as devidas verificações, o segurança simplesmente liberou o acesso para a menina.

Foi assim que, por um erro cômico do destino, ela acabou batendo na porta de Bernardo.

— E o que você faz aqui a essa hora? Onde estão seus pais? — perguntou Bernardo pacientemente.

Noelia mostrou a língua, sem jeito:

— Meus pais tiveram um imprevisto, então me trouxeram para ficar com meu irmão e com a Cora.

Fora a própria Clara Colombo que havia trazido a menina até ali.

E, obviamente, ela jamais imaginaria que Noelia entraria de olhos fechados no elevador errado.

— Eu preciso voltar rápido e encontrar a Cora, senão meu papai e minha mamãe vão morrer de preocupação. E a Cora vai brigar comigo depois — murmurou Noelia, envergonhada.

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