Entrar Via

Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo romance Capítulo 88

Sua mente foi invadida por incontáveis lembranças de Cora.

De quando ele estava doente e ela permanecia ao seu lado, cuidando dele com chás e palavras doces.

De como ela gerenciava pessoalmente todas as suas refeições e roupas, a ponto de ele nunca precisar se preocupar com o que vestiria no dia seguinte.

Quando ele viajava a negócios, se fosse Cora quem arrumasse a mala, tudo estaria perfeitamente organizado de acordo com os costumes dele, sem faltar um único item.

Nas vezes em que ele, irritado, descontava suas frustrações nela, Cora apenas ouvia, em silêncio, aceitando ser o seu porto seguro mesmo nos piores momentos.

Todas essas faces de Cora vinham à tona, e o contraste com Adelina tornava-se inevitável e gritante.

Quando ele precisava que Adelina cuidasse dele, ela estava sempre ocupada com eventos ou gravações, limitando-se a mimá-lo com palavras doces através do telefone.

E quando Adelina tentava organizar sua vida pessoal, o resultado era apenas mais caos.

Nas malas preparadas por Adelina, ele nunca conseguia encontrar o que procurava.

E quando ele a repreendia, Adelina agia como se fosse a maior vítima do mundo.

A discrepância brutal entre as duas finalmente quebrou a resistência emocional de Bernardo.

Aquela Cora, que nunca virara as costas para ele, agora tinha simplesmente ido embora sem olhar para trás.

Suas mãos, enfiadas nos bolsos da calça, cerraram-se em punhos tensos.

De repente, Bernardo reparou que Cora olhava de forma constrangida para o atendente. Algo havia acontecido.

Trazido de volta à realidade, ele entrou rapidamente na confeitaria.

Cora sequer notou a presença dele. Estava inquieta diante do balconista, sentindo-se extremamente envergonhada.

Ela tinha saído apenas com o dinheiro contado para os remédios e não havia trazido nada a mais.

Por isso, não tinha como pagar.

— Desculpe... Eu estou sem dinheiro e não estou com o celular para pagar por aproximação. Posso ir sacar e voltar para pagar? — perguntou Cora, constrangida.

O atendente, embora achasse a situação um tanto inusitada, concordou:

— Tudo bem.

Cora deu um sorriso de gratidão.

Mal ela virou as costas para sair, ouviu a voz inconfundível de Bernardo:

Para sua sorte, o telefone de Bernardo vibrou. Era uma ligação de Wilson.

Cora também viu o nome na tela.

Mantendo um semblante inexpressivo e sem desviar os olhos de Cora, Bernardo atendeu e colocou a chamada no viva-voz.

A voz de Wilson surgiu apressada:

— Sr. Pereira, a sua esposa está realmente morando no condomínio dos militares, bloco 2, apartamento 904. O imóvel pertence ao exército, e é por isso que não havíamos encontrado nenhum registro no nome dela. Além disso, chequei as câmeras da rua e confirmei que foi Henrique quem a levou até lá.

Durante toda a explicação, Bernardo não deu uma única palavra. Assim que Wilson terminou de falar, ele simplesmente desligou.

Seu olhar, agora tão afiado quanto uma lâmina, voltou-se para ela.

Dessa vez, foi Cora quem tomou a iniciativa:

— Vamos conversar lá fora.

Dito isso, ela se virou e caminhou em direção à saída, sendo prontamente acompanhada por ele.

— Entre no carro. — ordenou Bernardo assim que pisaram na calçada.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo