EMILY
Nossos corpos desabaram naquele sofá. O suor escorria por nossas peles, enquanto tentávamos normalizar nossa respiração. Eu estava com a cabeça apoiada no sofá, meu vestido embolado em minha cintura, e meus seios e intimidade expostos. Mesmo Matthew acabando de gozar, comecei a senti-lo ficar duro novamente. Ele estava totalmente insaciável pelo meu corpo.
Empurrei-o para que sentasse no sofá e olhei para ele sorrindo. Fui até ele e sentei em seu membro, ficando de costas para ele e engolindo-o totalmente com minha intimidade. Agora era ele que estava urrando com aquela sensação.
Ele levou suas mãos ao meu quadril, ajudando-me com o ritmo de subir e descer nele. Vez ou outra rebolando enquanto descia no seu membro e aquilo foi sua perdição. Ele gozou chamando meu nome, mas só parei quando também atingi meu próprio clímax. Meu corpo sobre o dele enquanto tentávamos novamente normalizar nossas respirações.
Após um momento, ele beijou meu ombro, sinalizando precisarmos nos organizar. A qualquer momento poderíamos ser surpreendidos com a chegada de meus pais e de meus avós. De forma alguma, queria passar por aquele constrangimento.
Quando finalmente conseguimos nos recompor, ouvimos as vozes dos meus familiares na porta. Matthew olhou para mim e sorriu, e eu sorri de volta, o tempo foi perfeito. Assim que eles entraram, comentando sobre algo que aconteceu durante aquela noite, se surpreenderam ao nos ver parados na frente da porta, abraçados e esperando por eles.
— Estávamos indo para o quarto quando ouvimos vocês chegando. — Falei, certamente ruborizada pelo nosso momento minutos antes.
— Pelo visto, fizeram as pazes. — Vovó falou com um enorme sorriso. Matthew apenas beijou meu ombro e percebi que Eric nos observava.
— Sim, vovó. Ele é um idiota, mas é o idiota que eu amo! — Falei, provocando risos de todos, exceto de Eric.
— Não consigo mais viver sem ela. — Meu companheiro disse, e virei meu rosto para dar um selinho nele.
— Bem, crianças, então, sigam seu caminho, terminem de fazer as pazes… — Minha mãe falou, enquanto papai a repreendia. — Não venha querer ser puritano, Walacy. Não existe nada melhor que sexo de reconciliação. Agora, você vai dizer que estou mentindo?
Todos rimos, enquanto papai ficava vermelho de vergonha. Era óbvio que mamãe já estava alterada pelo álcool, e aquilo foi engraçado de assistir. Eles não tinham ideia de que já tínhamos feito as pazes de uma forma mais do que maravilhosa.
— Mamãe, acho melhor a senhora ir dormir, porque tenho certeza de que amanhã estará morta de vergonha pelo que está dizendo. — Disse ainda rindo. E todos nos recolhemos para nossos quartos.
Quando acordei, me deparei com a cena de Matthew abraçado a Lara, ambos ainda dormindo. Levantei, fiz minha higiene matinal, fui até a sacada e observei a piscina. Resolvi nadar um pouco, algo que já não fazia há muito tempo.
Assim que cheguei à piscina, lembrei do Tyler. Muitas vezes disputávamos para ver quem era mais rápido aqui. Aquilo me causou uma nostalgia e uma determinação. Precisava descobrir o que houve com ele. Não queria pensar que as pessoas das quais meu pai me alertou tivessem pegado seu corpo. Queria acreditar que os relatos do vovô e da Anna estivessem certos. Ele havia passado pela transformação.
Pulei naquela piscina e esvaziei a mente, nadando por um tempo, apenas aproveitando aquele momento. Já havia perdido a conta das voltas que dera, pensando apenas em todas as possibilidades que poderiam ter acontecido ao Tyler. Não tinha certeza se conseguiríamos rastrear algo depois de tanto tempo.
Aquele cemitério deveria ter milhares de cheiros, inclusive alguns bem desagradáveis para a Ivy. Meus pais haviam me explicado que tudo que puderam fazer legalmente, fizeram. Não existiam mais imagens das câmeras de segurança daquele dia. Segundo o cemitério, as imagens ficam guardadas por 30 dias e, depois desse tempo, eram descartadas automaticamente.
No entanto, no relatório do dia da violação, informaram que nada de anormal foi constatado. Porém, o que seria anormal para eles, já que todos os nossos dados de contato foram apagados? Perdi a noção do tempo ali, até sentir outra pessoa pulando na piscina. Concluí minha volta e, quando cheguei à borda, parei.
Percebi que foi o Eric que pulou e estava dando a volta na borda contrária de onde eu estava. Notei que ele era bom na natação, então, quando chegou ao meu lado da borda, ele também parou.
— Você nada muito bem. Praticava natação? — Ele perguntou.
— Apenas apostava com meu irmão. — Senti uma pontada de tristeza.
— Sinto muito por tudo isso.
— Obrigada! Eu só queria entender por que nossos pais verdadeiros nos abandonaram dessa forma. — Disse um pouco chateada.
— Sua mãe nunca abandonaria os filhos se tivesse outra opção. Só posso deduzir que algo muito grave aconteceu. Me culpo por não tentar convencê-la a ficar em nossa alcateia.

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