MATTHEW
Quando saí de casa, me perguntei para onde ir. Não queria continuar ali e ter aquela conversa focada em mim. Ainda não havia superado essa parte do meu passado. Não era fácil esquecer o que havia perdido durante o parto de Olívia e não desejava passar por isso com a Emily novamente. Sei que dizem que cada gravidez difere uma da outra. Mas quem me garante que o mesmo não pode acontecer? Não tinha nada para resolver naquele momento, mas não queria ficar sendo questionado quando seria nossa vez.
Entrei no carro e resolvi ir para o hospital, talvez lá tenha alguns documentos que necessitem de minha atenção. Quando cheguei em minha sala, me deparei com a Dra. Stephanie sentada em meu sofá, analisando algumas pastas. Ela pareceu surpresa ao me ver ali. Julguei que não imaginou que eu retornaria para o hospital novamente. Mas o que ela fazia aqui?
— Perdão, diretor, melhor dizendo, alfa… — Ela começou a juntar as pastas espalhadas no centro. — Aqui foi o local que encontrei mais sossegado e não queria ser interrompida antes de terminar de revisar essas planilhas. Me desculpe por invadir sua sala.
— Pode ficar à vontade, doutora. Pode terminar seu trabalho. Apenas vou cuidar de alguns documentos que precisam de minha atenção com urgência.
Então, fui para minha mesa e peguei a primeira pasta que estava ali e comecei a analisá-la. Não entendia quase nada sobre medicina, mas quanto a números, eu era muito bom. Por isso, me dava tão bem na administração do hospital.
Depois de um tempo ali, escutei a doutora resmungar algumas vezes. Acabei observando ela fazendo alguns cálculos, mas parecia que algo estava errado.
— Algum problema que eu possa ajudar, doutora? — Resolvi perguntar.
— Alguns cálculos não estão batendo. Não sei se algum médico anotou errado, ou se não houve uma boa fiscalização no início do expediente. Existe uma falta de um determinado medicamento realmente caro e uma sobra de outro de menor valor.
— Traga a planilha para podermos verificar juntos. — Sugeri.
Ela pegou aquela pasta e sentou-se na cadeira diante da minha mesa, mostrando-me onde estava encontrando erros. Comecei a lhe questionar sobre algumas informações contidas na pasta. Ela se levantou e se colocou ao meu lado, para poder mostrar melhor onde encontrar aquelas informações.
No entanto, ela chegou perto demais ao ponto de eu conseguir sentir o perfume que ela usava. Em alguns momentos, ela pegava o lápis em minha mão e fazia algumas anotações.
Reparei que sua blusa também era bem decotada e sempre que ela se abaixava um pouco mais, terminava mostrando o que não devia. Estava tentando não me ater a isso, afinal, era comprometido, mas aquela loba realmente chamava atenção. Principalmente estando tão perto.
Concentrei-me no que estávamos fazendo e, após algum tempo, conseguimos descobrir onde estava o erro. Olhei a hora e estava bastante tarde. Nem me dei conta de que o horário do hospital já havia encerrado.
Aguardei ela juntar as pastas e fechei meu escritório. Ela tomou um caminho inverso ao meu. Encontrei um dos meus lobos responsáveis pela segurança e ele começou a me relatar uns problemas que houve no dia anterior, tomando um pouco mais do meu tempo.
Quando realmente consegui sair do hospital, encontrei a mesma médica no estacionamento, falando com alguém no telefone e bem irritada. Pelo que pude entender, houve uma pane elétrica em seu veículo.
— Dra. Stephanie, quer uma carona? — Perguntei solícito.
— Não iria atrapalhar? Estou falando com a seguradora, mas vão levar quase uma hora para me enviar outro carro e um mecânico. — Ela explicou.
— Solicite que o mecânico seja enviado e deixe a chave no banco. Dou-lhe uma carona até sua casa e amanhã, se tudo dê certo, seu carro estará funcionando.
Ela apenas confirmou, falando no telefone para enviarem o mecânico e onde deixaria a chave. Após isso resolvido, ela entrou em meu carro e a levei até sua residência. Ela morava bem afastada da alcateia. Assim que parei diante de sua residência, muito educadamente ela me ofereceu algo para beber, mas recusei e disse precisar ir para casa. Ela agradeceu-me mais uma vez e desceu.
Quando cheguei em casa, já era bastante tarde. Encontrei Emily dormindo em nossa cama e fui direto para o banheiro. Tomei um banho e, após me refrescar, deitei ao lado daquela linda mulher. Quando acordei, deparei-me com Emily, olhando-me. Abri um sorriso e dei-lhe um beijo.
Era maravilhoso acordar todos os dias ao lado daquela mulher que ficava sexy mesmo quando acabava de acordar. Nosso beijo evoluiu um pouco mais, colei nossos corpos e Emily suspirou. Desci meus beijos por seu pescoço e, quando estava prestes a chupar seus seios, ela me interrompeu.
— Matthew, amor, precisamos conversar. — Ela disse meio que gemendo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Entre Lobos: Vínculo do Destino