Naquele instante, Rebecca e Alex compartilham um vínculo que transcende o tumulto do mundo lá fora, como se estivessem suspensos num mundo à parte. O abraço que trocam não é apenas um gesto físico, é uma aliança de almas que desenha um refúgio de pura felicidade. Cada segundo se torna uma contagem regressiva, aguardando ansiosamente a celebração do segundo aniversário de seus filhos. Uma escapada para Nova York se torna o palco da fuga, abandonando os problemas de Boston.
Ao desembarcarem na cidade, pegam os filhos no aconchego da casa de Samantha e André, entregando-se inteiramente a cada momento com os gêmeos. O apartamento se transforma em um espetáculo de alegria, com as crianças transbordando entusiasmo, risos que preenchem cada canto e brincadeiras efervescentes com os pais. A sala se converte em um cenário cinematográfico improvisado, onde as narrativas dos desenhos ganham vida com a graciosidade de quem os testemunha.
Após um dia repleto de atividades, as crianças sucumbem ao sono nos braços amorosos dos pais. A manhã seguinte desabrocha suavemente, marcada por beijos e abraços, enquanto votos de parabéns reverberam pelo ambiente. Dois pequenos bolos de iogurte e frutas aguardam e os gêmeos, com suas risadas contagiantes, aplaudem em uníssono. Num momento de alegria, cobertos por beijos e abraços impregnados de emoção por parte dos pais.
— Feliz aniversário, meus amores. Papai os ama muito. — Parabeniza Alex, envolvendo os filhos com ternura.
— Mamãe ama vocês profundamente. Feliz aniversário, meus bebês. Quantos anos estão completando nesta data mágica? — Pergunta Rebecca, seus olhos resplandecendo com a ternura inigualável do amor materno.
— Dois, mamãe. — Ecoa a resposta dos gêmeos em uma harmonia perfeita, seus rostos adoravelmente lambuzados pelos bolos.
— Vocês são simplesmente perfeitos. — Murmura, com os olhos marejados pela emoção.
— Tanto quanto você, querida. Puxaram todo o teu encanto. Vocês são as melhores coisas que a vida me concedeu. — Afirma, sorrindo para ela, um brilho de admiração em seus olhos.
Eles trocam olhares impregnados de amor intenso, mergulhando na profundidade daquele momento mágico que celebra mais um ano de vida de seus amados filhos. Alex, ao admirar Rebecca acariciando os pequenos, sente seu coração pulsar com uma intensidade extraordinária. Contudo, é abruptamente retirado desse êxtase pelo toque insistente de seu celular. Ele se dirige até a cômoda e avista o número de seu advogado piscando na tela. Pegando o celular, ele se afasta do quarto para atender.
— Sr. Baker, onde você está? — Questiona Daniel, ao ser atendido.
— O que você precisa, Sr. Marshall? — Indaga, a impaciência se manifestando em sua voz, enquanto a magia do momento familiar ainda ressoa em seus olhos.
— Acabei de ser notificado que a data do teu julgamento foi alterada. Não será mais no próximo ano. Começará em aproximadamente dois meses, dia dez de dezembro. — Daniel informa. Alex fecha os olhos ao ouvir aquela data, o tempo que ele quase não tinha acabou de diminuir.
— Por que mudaram a data? — Pergunta, a preocupação marcando suas palavras.
— Foi solicitado pelo promotor público, devido ao tempo que o processo se arrasta. — Explica Daniel e a seriedade em sua voz ressalta a iminência do desafio que se apresenta diante de Alex.
— Certo, obrigado por me avisar. — Ele desliga a ligação e como se um pesadelo se materializasse, afunda-se no sofá com a cabeça baixa, as mãos pressionando a testa, como se cada palavra tivesse adicionado um peso insuportável sobre seus ombros.
Após os gêmeos finalizarem os bolinhos, Rebecca sai do quarto com eles. Ao perceber Alex em um estado de abatimento profundo, uma sombra de preocupação atravessa o rosto dela. Os pequenos correm até ele e o envolvem em abraços, como se pudessem, de alguma forma, dissipar a tempestade que paira sobre o pai.
— Papai, vamos brincar? — Pede Olga, sua mãozinha delicada acariciando o rosto dele, alheia ao turbilhão de emoções que o envolve.
— Claro, mas só depois do banho e do café da manhã.
— Queremos brincar agora. — Resmunga Nicolas, sentando-se ao lado do pai com um olhar suplicante.
— Brincaremos depois, Nicolas. Primeiro o banho e depois o café. — Afirma Alex, sua voz firme, mas um traço de compreensão nos olhos. Nicolas começa a chorar, uma torrente de emoções infantis. O choro ressoa na sala, um eco da resistência infantil diante da necessidade de esperar.
— Querida, você poderia dar um banho na Olga? — Indaga, seus olhos transmitindo um pedido gentil enquanto observa Rebecca.
— Claro, meu amor. Vem com a mamãe, filhinha. — Chama Rebecca e Olga corre até ela, segurando a mão da mãe enquanto é conduzida para o banheiro.
Alex pega Nicolas no colo e o deposita delicadamente no chão. Abaixa-se em seguida, ficando na mesma altura que o filho, criando um espaço de conexão entre eles.
— Nicolas, eu disse que brincaremos após cumprirmos as nossas obrigações, certo? Então não há motivo para você chorar. O papai quer que você compreenda que prosseguiremos com o banho e o café da manhã e se você continuar chorando, não haverá brincadeiras para você depois, entendeu? — Questiona, seus olhos fixos nos de Nicolas, buscando transmitir a importância daquele momento.
— Sim, papai. — Balbucia com a voz chorosa e Alex seca as lágrimas do filho.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: ENTRE O AMOR E O ÓDIO
Por que está sendo cobrado pra liberar capítulos? Pois no booktrk diz que a leitura é gratuita....
Também estou amando esse romance estou lendo ele no taplivros estou no capítulo 135, pensei que iria encontrar todos os capítulos disponíveis aqui....
Obrigada pela leitura,quero muito saber como termina e o que acontece com aquela megera de amiga e a maluca da Nicole....
Gratidão pela leitura .... por favor mais capítulos...
Quando vai ter a continuação do livro? Ou termina aqui ?...