Ao ouvir o tom de questionamento do homem, Jaqueline achou até engraçado. Foi ele quem pediu o divórcio, foi ele quem estava ansioso para ficar com outra mulher. Com que direito ele ficava descontente?
— Assina logo e acaba com isso, é melhor para você. — Disse ela, se levantando da cama e afastando o cobertor.
Mesmo com o coração em pedaços, ela não iria chorar na frente dele.
Antes do casamento, ela havia deixado claro: Se ele quisesse o divórcio, poderia pedir a qualquer momento e ela não iria se apegar.
Ela precisava cumprir o que havia dito.
O homem a observou sair, franzindo a testa.
"Para ela que isso é melhor, não é?"
Jaqueline chegou à porta do banheiro e de repente se virou:
— Ah, Ângela ligou ontem à noite. Eu disse a ela que você estava dormindo. Desculpe por ter atendido o seu celular.
Depois das palavras, entrou no banheiro.
Depois de um tempo, Roberto pegou o celular e ligou para Ângela.
— Alô, Roberto.
— Você ligou ontem à noite por algum motivo? — A voz de Roberto não era exatamente fria, mas também não era carinhosa.
— Não era nada importante, só não esperava que fosse a Sra. Santana a atender. Ela parecia muito brava comigo.
Quando Jaqueline saiu do banheiro, Roberto tinha acabado de desligar o celular.
Ela entrou no closet, trocou de roupa e saiu, aparentando estar calma, como sempre.
— Você estava brava? — Roberto perguntou de repente.
— O que você disse? — Jaqueline olhou para ele, confusa.
— Ontem à noite, quando atendeu a ligação de Ângela, você ficou brava? — Ele repetiu.
Jaqueline forçou um sorriso, segurando a dor intensa no peito.
— Eu não tenho motivo para ficar brava. Desde o começo eu sabia da importância dela para você. Fique tranquilo, eu não vou atrapalhar vocês.
Depois de dizer isso, calma e educadamente, ela saiu do quarto.
Logo após fechar a porta, ela ouviu um barulho, como se algo tivesse sido jogado, mas foi apenas isso.

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