POV CELESTE
Fiquei sem fôlego quando Eros de repente agarrou meu braço e me puxou bruscamente para ele.
— O que você está faz...? — Minhas palavras desapareceram instantaneamente quando sua cabeça se inclinou e sua boca cobriu a minha em um beijo feroz.
Meu Deus!
Eu estava completamente chocada. Todo o meu corpo ficou paralisado, mas meu coração batia como um peixinho dourado saltando de um aquário e caindo no chão.
Não podia acreditar que ele tinha me beijado.
Meu instinto foi empurrá-lo, mas ele era forte demais, como se eu estivesse tentando mover uma parede de tijolos. Seus braços envolveram minha cintura, me puxando contra o calor do seu corpo. Ele inclinou a cabeça e me beijou com uma intensidade selvagem, punitiva e furiosa.
Os lábios de Eros estavam úmidos e firmes, exigindo uma resposta minha. Mas eu estava imóvel. Seu beijo me enfraqueceu, e meu cérebro congelou, me deixando completamente confusa.
— Me beija, Celeste — sussurrou em um tom exigente.
Tomando de volta meus lábios, ele me puxou contra si novamente, abrindo minha boca com sua língua invasiva. Ele me afogou em um beijo exigente, me beijando com voracidade.
— Droga, me beija — sua voz agora estava rouca de desejo.
Tentei resistir a ele, mas era impossível. O cheiro dele era irresistível, e seus lábios tinham um gosto divino, quente e doce. Cerrei os punhos com força, cravando as unhas nas palmas das mãos, tentando lutar contra a vontade de tocá-lo.
Então, seu beijo inesperadamente ficou mais suave... lento e embriagante... Minhas pernas ficaram bambas como espaguete cozido demais. Toda a raiva que sentia se despedaçou no mesmo instante, e minhas emoções giravam e se misturavam. Seu beijo enviou novas ondas de êxtase pelo meu corpo, e eu tremi diante de sua doçura.
Me derreti como um marshmallow quente. Ardendo de desejo, sofrendo com a necessidade de retribuir o beijo... Eu não podia mais lutar contra o que sentia... Queria que aquele beijo durasse para sempre...
Me ergui na ponta dos pés para ficar mais próxima dele e abri lentamente os lábios para que ele pudesse me beijar mais profundamente. Estava pronta para me render à dominação esmagadora de seu beijo, quando, de repente, ele afastou sua boca da minha.
Abri os olhos devagar e o vi me olhando. Um olhar nublado de desespero — ou talvez de decepção — começou a se espalhar pelo seu rosto.
— Eu vou te buscar às 9h da manhã — foi tudo o que disse antes de se virar e ir em direção ao carro.
O que ele disse? Eu estava tão confusa. Meu cérebro se recusava a processar. Então, meu instinto me mandou correr atrás dele, e eu obedeci.
— Espera...
Eros estava prestes a abrir a porta do carro quando o chamei. Ele se virou lentamente e me olhou de novo.
Eu estava parada diante dele, como uma garota perdida. Eu não sabia exatamente por que o segui. Tudo que eu sabia era que precisava fazer isso.
Então, lentamente, meu cérebro começou a funcionar de novo... e sim, tudo fazia sentido. Eu precisava perguntar algo a ele, e ele precisava me responder agora. O encarei, tentando formular as palavras que precisava dizer.
Eu queria saber por que ele me beijou. Ele sentia atração por mim? Ou foi só uma forma de me calar? Ele ia simplesmente me deixar ali, depois daquele beijo alucinante, sem nenhuma explicação? Ele não podia fazer isso.
Justo quando criei coragem para perguntar, percebi que ele evitava me olhar. Olhava para o chão ou para o lado, passava a mão nos lábios ou enfiava as mãos nos bolsos da calça. Ele parecia tão diferente do meu chefe implacável, manipulador e controlador. Era como um menino... um menino grande que tinha sido pego roubando o carro do pai e estava prestes a ser repreendido.
— Por que você me beijou? — perguntei.
Ele apenas me olhou rapidamente e depois balançou a cabeça.
— Por quê...? Você está...?
— NÃO. — Seu olhar furioso encontrou o meu. — Qualquer que seja sua pergunta, a resposta é não, Celeste. Espero que tenha ficado claro.
Demorei um tempo para absorver o que ele acabara de dizer. Então, olhei diretamente em seus olhos e assenti.
— Sim, está claríssimo.
Eu estava prestes a perguntar se ele se sentia atraído por mim, e a resposta dele foi NÃO. Então, por que diabos ele me beijou?
Mesmo que eu devesse me sentir aliviada por ele dizer que não sentia atração por mim, por que me senti machucada e afetada?
Não consegui dormir bem naquela noite. Não conseguia parar de pensar em Eros. Nos seus beijos. No seu cheiro. No seu gosto. Ohhh... minha mente estava nublada pela imagem dele, e meus lábios ainda ardiam com as lembranças de seu beijo. Fiquei acordada até o amanhecer, pensando nele.
Sim, eu o odiava porque ele mentiu sobre a taça da dinastia e porque me beijou. Mas por quê? Para me calar? Ou ele só queria demonstrar o quão másculo e arrogante ele era?
E agora eu não tinha escolha a não ser aguentar trabalhar com ele. Eu não podia simplesmente pedir demissão, pois tinha assinado um contrato com a empresa.

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