POV CELESTE
— Onde está Celeste? — ouvi a Senhora Nina Pedrosa sussurrar para seu filho no momento em que entramos na mansão dos Pedrosa.
— Está bem na sua frente, mamãe — riu Eros.
— Celeste? Quer dizer... Celeste?! É mesmo você? Está deslumbrante! — Imediatamente, ela me abraçou e beijou minhas bochechas. — Sinto muito, querida, não te reconheci.
De repente, me vi cercada pela família Pedrosa, que estava incrédula com minha transformação. Seus olhos analisavam meus traços físicos um por um, avaliando-me de cima a baixo. Alguns precisaram piscar várias vezes para absorver a ideia de que eu era realmente Celeste.
Meu rosto ardia, e eu me retorcia de vergonha. Ah, quem me dera encontrar um buraco onde pudesse me esconder.
— O que aconteceu com seu cabelo preto? — perguntou Cassandra, a prima de Eros. — Você tingiu?
— Não... eee... eh...
— Esse é o cabelo natural dela, Cass. Antes ela usava uma peruca preta por um motivo. Não pergunte mais sobre isso, está bem? — disse Eros secamente, e isso fez com que todos evitassem perguntas desconfortáveis sobre minha transformação. Fiquei aliviada por ele estar ao meu lado. Ele me salvou das perguntas embaraçosas e me protegeu como um falcão.
— Eu sabia que você era uma verdadeira beleza, Celeste, apenas não queria exibir isso — disse a avó de Eros.
— Obrigada, senhora.
— Você é linda. Não me admira que Eros quisesse você ao lado dele o tempo todo. Ele sempre soube que você era uma joia rara. Ah... que sortudo! — murmurou Paul.
— Agora entendo por que ele é tão possessivo com você, até mesmo com seu café — riu o Senhor Markos Pedrosa, olhando para minha mão entrelaçada na de Eros.
— Viu, Nina? Eu tinha razão. Há algo entre eles! — exclamou a avó entusiasmada.
— Sim, parece que eles não conseguem mais esconder seus sentimentos — respondeu a Senhora Pedrosa.
— Você não consegue esconder seus sentimentos por muito tempo quando está apaixonado — interveio Claudia, irmã da Senhora Pedrosa. — Não é verdade, querido? — continuou, olhando para seu marido, Reynaldo.
— Sim, claro. Você quer gritar para todo mundo — assentiu Reynaldo.
Corei, e Eros me olhava fixamente, um sorriso nos lábios. Tive a sensação de que ele estava se divertindo com aquela situação.
— Isso é tão desconfortável — sussurrei para ele. Então, ele me afastou dos outros e me levou até a varanda.
— Relaxe. — Ele baixou a cabeça até que pude sentir o calor de seu corpo, e inspirei profundamente seu aroma masculino puro. Minha mente girava, todo raciocínio lógico se dissipava, e, droga... meu corpo traidor tremia, como se fosse um calafrio febril. Dei um passo para trás, meu coração batia descontroladamente. Tudo nele me fazia estremecer.
— Não consigo. Minhas pernas estão tremendo — confessei, surpresa com minha própria sinceridade. Mordi o lábio inferior para evitar falar mais.
— Consegue, sim. — Sua mão tocou minhas costas nuas. Não pude evitar estremecer com seu toque. Ele percebeu e sorriu. — Eu te disse. Devíamos praticar mais para que você se acostume com meus toques e beijos.
Olhei para ele, furiosa, mas seus olhos sorriam, claramente se divertindo.
— Não me olhe assim.
— Assim como?
— Com esse olhar... Você fica tão desejável quando seus olhos brilham desse jeito.
Desejável? Meu coração disparou. Mantenha a calma, Celeste. Concentre-se, disse a mim mesma.
Me recompus e respirei fundo.
— Estou brava. Você não percebe?

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