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Esposa por contrato romance Capítulo 160

POV CELESTE

Eu me sentia muito deprimida. Infeliz. Nada conseguia me fazer sorrir naquele momento. Eros estava bravo comigo e isso pesava no meu coração. Eu odiava essa sensação. Era uma mistura de tristeza, preocupação e arrependimento.

Queria tanto ter uma máquina do tempo para voltar ao momento em que esse conflito começou. Eu poderia ter lidado melhor com a situação.

Estava torcendo para que Eros e Theodore se tornassem amigos. Achei que, depois de sete anos, era tempo suficiente para que Eros perdoasse e esquecesse o que havia acontecido no passado. Mas eu estava errada. Não teria feito diferença se tivesse passado um ano, dez ou cem... Eros continuaria odiando Theodore.

Suspirei fundo. Meu espírito estava em caos e minha mente, confusa. O que eu vou fazer para resolver esse problema?

Comunicação. Os especialistas dizem que é a chave para um casamento bem-sucedido.

Mas Eros não queria falar comigo. Eu entendia que ele ainda não estava pronto e que precisava de espaço.

Dirigi até a casa da minha mãe. Estava desesperada para conversar com alguém... com qualquer um. Uma amiga. Alguém que me entendesse. Essa pessoa seria Rachel.

Estacionei o carro na frente da casa da minha mãe e mandei uma mensagem para Rachel. Ela se tornou minha melhor amiga desde que nos conhecemos, há sete anos. Estávamos grávidas na mesma época. Eu da Esmeralda, e ela da sua filha mais velha, Athena. O marido grego dela, Ares, era amigo de infância do Eros.

Rachel e eu éramos parecidas. Conseguíamos entender as dificuldades e os desafios uma da outra. Compartilhar nossas experiências nos ajudou a entender o que passamos e nos aproximou. Éramos como irmãs.

Estava conversando com minha mãe quando Rachel me ligou.

— O que aconteceu?

— Ah, estou me sentindo tão mal comigo mesma, Rachel. Sou uma pessoa horrível.

— Isso parece sério.

— É mesmo.

Rachel fez uma pausa e depois disse:

— Vamos nos encontrar no Café agora.

— Tem certeza? O Ares não vai se importar?

— Não. Ele está ensinando as crianças a nadar. Mas preciso voltar às quatro para me arrumar para o nosso jantar mais tarde.

— Ah, tudo bem. Muito obrigada, Rachel.

— Imagina... É pra isso que servem as amigas.

Rachel e eu nos encontramos no Café. Era nosso lugar favorito. Um dos cafés mais bonitos da cidade, com um clima tranquilo e acolhedor, longe da correria do dia a dia. Era um café de dois andares, lindamente decorado e com assentos ao ar livre. Era rodeado por flores lindas de vários tipos e vegetação exuberante. O café era incrivelmente saboroso, assim como a comida.

— Você fez o certo ao dar espaço pra ele. Dá pra ver que ele está muito magoado e com raiva. Sobrecarregá-lo com desculpas e explicações agora que ele está sensível não é uma boa ideia. Só vai deixá-lo mais irritado. É pouco provável que ele reaja bem. Ele só precisa de um tempo pra processar tudo... a situação e os sentimentos — disse Nancy, a dona do café, que também era nossa amiga.

— Como vou saber quando é o momento certo pra falar com ele? — perguntei.

— Você vai saber. Vai perceber pelo comportamento dele —. Ela tomou um gole de café e continuou. — Só espere ele se acalmar, Celeste.

— Tá bom. Vou esperar.

— Fiz o mesmo quando briguei com o Ares mês passado. Lembra? — Rachel virou-se para mim e eu assenti.

— Não discuta com ele. Reconheça que você errou. Por enquanto, não tente se justificar ou dar desculpas. Isso só vai deixá-lo mais bravo e ferido. Então, foque em assumir a responsabilidade e fazer as pazes — disse Nancy.

— Sim. Você sabe como os homens têm esse ego inflado. Principalmente porque nós duas nos casamos com homens muito orgulhosos — disse Rachel.

Nancy riu.

— Meu pai era muito rígido e disciplinado com a gente quando éramos pequenas. Trabalhador, ótimo provedor, fiel e um marido amoroso. Basicamente, a maioria dos homens é assim, não importa a raça, cultura ou religião. Os homens realmente querem conquistar o amor de uma mulher que possam tratar como princesa, vencer uma batalha por ela — disse Nancy.

— O Eros com certeza. Ele faria qualquer coisa por mim e pelos nossos filhos. É muito protetor, carinhoso e atencioso.

— O Ares é igual — disse Rachel, olhando pra mim.

— Vocês duas são mulheres de sorte. Encontraram maridos bons e amorosos. Valorizem esse presente. Mostrem a eles o quanto são amados e apreciados — nos aconselhou Nancy, antes de sairmos do café e irmos para um spa e salão de beleza.

*

POV EROS

Quatro e quinze.

Assim que parei de ligar para Celeste, ela entrou em casa parecendo tão radiante e feliz. Um sorriso suave surgiu no rosto dela.

Aonde ela tinha ido? Com quem estava? O que aconteceu com o celular dela? Havia tantas perguntas que eu queria fazer, mas guardei todas para depois. O mais importante era que ela estava em casa.

— Mamãe! — gritou Esmeralda, empolgada. Ela pulou do sofá e correu até Celeste.

Celeste beijou Esmeralda na bochecha e a abraçou com força.

— Mmm... seu cabelo está tão cheiroso, mamãe — disse Esmeralda, passando os dedinhos pelos fios de Celeste. — Tá tão macio. Você foi no salão?

— Fui, sim.

— Posso ir com você da próxima vez, mamãe? Quero fazer as unhas.

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