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Esposa por contrato romance Capítulo 85

POV CELESTE

— Ei, Celeste. Romeo voltou e quer que você faça um café para ele — gritou Genevieve atrás de mim, e quase deixei cair a garrafa de leite que estava segurando.

— Romeo, quem?

— O cara que parecia um dos modelos da Dior.

— Qual? — perguntei a Genevieve, mas ela já tinha ido embora antes que eu pudesse terminar minha pergunta. Eu estava na cozinha, ajudando a senhora Longford a preparar a massa para as panquecas.

Saí da cozinha e examinei os rostos dos clientes. Então, eu o vi. O cara com quem esbarrei esta manhã e que me chamou de desnutrida.

Vi que ele já tinha ido embora há um tempo, então me perguntei por que havia voltado. Tanto faz. De qualquer forma, não me importava. Tenho certeza de que ele era o mesmo cara a quem Genevieve se referia como Romeo.

Sinceramente, não gostei dele. Era muito arrogante e não sabia pedir desculpas. Se achava muito importante. Na verdade, foi culpa dele que esbarramos um no outro.

Eu estava com pressa para chegar à cafeteria porque já estava atrasada. Reconheci ele imediatamente. Era um dos nossos clientes de ontem, quando saiu da cafeteria. Caminhava muito rápido, sem olhar por onde ia. Seus olhos estavam fixos no telefone. Achei que ele continuaria andando reto, mas, de repente, virou na minha direção. Fiquei surpresa e não tive tempo de desviar.

Meu rosto bateu contra o peito dele com força. No mesmo instante, ele me envolveu em um abraço quente. Senti a aspereza de sua mão em meu braço e me deu uma sensação de proteção. Aproveitei o momento e inalei seu perfume masculino puro, uma combinação de colônia fresca, almíscar e café. Quando olhei para ele, fiquei deslumbrada. Era um homem muito atraente, alto, magro, com um corpo de proporções perfeitas. Seu cabelo negro era liso e sedoso, e seu rosto estava bronzeado pelo vento e pelo sol. Senti que poderia desmaiar só de olhar para ele. Seus olhos cinza prateados e magnéticos derreteram minhas pernas.

Bem, essa foi minha primeira reação. Ugh! Mas logo percebi que ele não era um príncipe encantado, e sim um vilão.

Pensei que ele fosse cavalheiro porque perguntou se eu estava bem. Mas acabou se revelando um idiota pomposo. Eu esperava um pedido de desculpas, já que foi culpa dele, mas ele nunca o fez.

Depois, me chamou de magricela e desnutrida. Fiquei muito ofendida. Bom, talvez fosse um pouco verdade, mas não ao ponto de estar desnutrida. Parecia mais magra por causa da minha altura. Eu tinha 1,75 m e pesava 57 kg.

Minha impressão dele? Era como Sebastian e Genevieve, um valentão.

Peguei o recibo do pedido e li: um café expresso. Então, olhei para ele. Romeo. Sim, é isso que ele é, um Romeo.

Parecia um homem extremamente rico. Seu terno falava por si só. Era o tipo de roupa que celebridades e pessoas da elite usavam. Provavelmente, custava o equivalente a um mês do meu salário.

E sim, Genevieve tinha razão, ele parecia um dos modelos masculinos da Dior. Mas duvido que fosse um, já que estava sempre ao telefone falando de negócios.

Fiquei olhando para ele por alguns segundos, estudando seus traços. Ele era realmente muito bonito, mas com uma péssima atitude, como um demônio. Então, de repente, ele virou a cabeça e seus olhos encontraram os meus. Fiquei surpresa por ele ter me flagrado olhando. Me senti muito envergonhada. Imediatamente desvie o olhar e fingi observar os clientes sentados ao lado dele.

Fui até a máquina de café e preparei seu café. Fiz uma arte no expresso, um coração duplo. Genevieve serviu o café para ele.

*

POV EROS

— Quero ela.

Harrison tossiu e me olhou fixamente, com as sobrancelhas franzidas.

— O que quer dizer, senhor? QUER DIZER QUE QUER ELA, tipo, quer ela?

— Sim. Quero que ela me faça café todos os dias. — Tomei outro gole do café. Maravilhoso, maravilhoso. Esse café está delicioso.

— Quer dizer que vai contratá-la?

— Por que não? — respondi com excesso de confiança. — Vou garantir que ela não rejeite minha oferta. Esse é o melhor café que já tomei na minha vida. É realmente incrível.

— Ela parece... estranha. — Harrison sorriu.

— Estranha? Não, ela não é estranha. É única.

Ele tossiu de novo e assentiu com a cabeça.

— Sim, foi isso que eu quis dizer, senhor. Única.

Quando terminamos o café, fui até a garota dos olhos esmeralda. Ela estava sozinha no balcão.

— Aqui, pelo café. — Dei cem dólares a ela e estudei sua expressão facial. Ela evitava meu olhar. Provavelmente estava envergonhada pelo incidente daquela manhã.

— Sua conta é só cinco dólares, senhor — disse, mantendo os olhos no recibo.

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